Técnicos do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) estiveram na manhã desta sexta-feira (25) na avenida Júlio César, para estudar vias alternativas ao fluxo daquela via, que deverá ser interrompido nos próximos dias, após o anoitecer, no trecho em frente ao Quartel do Corpo de Bombeiros, para permitir a desmontagem da passarela ali instalada.
A passarela será transferida para o ponto onde hoje está instalado um semáforo, próximo à descida do elevado Gunnar Vingren, que liga as avenidas Júlio César e Centenário. “Já começamos a retirar o piso das rampas de acesso à passarela. Depois vamos precisar desviar o tráfego, porque vamos interditar um lado da pista de cada vez, a fim de retirar a parte metálica da passarela. Acreditamos que em duas ou três noites consigamos concluir o trabalho”, explicou a diretora executiva do NGTM, Marilena Mácola.
A transferência da passarela faz parte de uma série de adequações que serão implantadas nas avenidas Júlio César, Pedro Álvares Cabral e Senador Lemos, com o objetivo de melhorar o trânsito nesses locais. “Observamos que houve uma grande transferência de veículos da Almirante Barroso para a avenida Centenário, que desemboca na Júlio César, a qual não estava preparada para receber esse fluxo”, destacou.
Além da transferência da passarela para o ponto onde está o semáforo (que será retirado), serão alargadas as faixas da avenida, nos dois sentidos. “Existe um ponto de estrangulamento na descida do elevado, que vem da avenida Centenário, quando o número de faixas é reduzido, o que gera engarrafamento. Além disso, existe ali uma forte travessia de pedestres. Para se ter ideia, fizemos uma contagem volumétrica e, a cada 15 minutos, na hora do pico, atravessam em torno de 600 pessoas. Fizemos um estudo geométrico da via e verificamos que a largura da mesma não estava compatível com o volume de tráfego, por isso optamos por alargar a via e proteger a travessia do pedestre com a passarela”, acrescentou Marilena Mácola.
Um pouco mais à frente, na saída da Júlio César para a Pedro Álvares Cabral, também há um estrangulamento no tráfego, próximo à descida do elevado Daniel Berg. “Ali também há uma passarela que leva para a Praça Dorothy Stang. Além disso, recebemos uma demanda que diz respeito àquela curva na avenida Senador Lemos, no sentido de quem vem do centro em direção ao Entroncamento, onde acontecem muitos acidentes. Então, decidimos unir tudo isso em um pacote e resolver esses problemas, que estão dentro daquele complexo”, observou.
Canteiros - Para concluir o alargamento da Avenida Júlio César, o segundo passo do trabalho será o estreitamento dos canteiros centrais da via. Toda a vegetação será transferida para a área verde que fica no entorno do elevado Daniel Berg, uma medida que visa evitar impactos ambientais.
A previsão é de que esse trabalho comece nas próximas semanas. “Acreditamos que na semana que vem já tenhamos a liberação dos órgãos ambientais para começar a mexer no pavimento da Júlio César. Contudo, a obra não será feita em etapas, ela se interliga. Vamos mexer em toda a pavimentação da via, inclusive nas calçadas, desde o canal São Joaquim, seguindo pelo trecho da Pedro Álvares Cabral até a alameda B, o que totaliza um quilômetro. Em seguida, passaremos para a Senador Lemos, onde a obra será muito rápida, resolvendo o problema do engarrafamento ali”, contou a diretora.
(Agência Pará)
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