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Criança precisa fazer transplante de medula

Dezembro começou com um drama para a família de um menino de apenas cinco anos. Portador de leucemia linfoide aguda - o câncer infantil mais frequente entre crianças de 2 a 5 anos de idade-, Madson Neto, que começou a sentir os primeiros sintomas da do

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Dezembro começou com um drama para a família de um menino de apenas cinco anos. Portador de leucemia linfoide aguda - o câncer infantil mais frequente entre crianças de 2 a 5 anos de idade-, Madson Neto, que começou a sentir os primeiros sintomas da doença a partir dos três anos quando deu início ao tratamento, precisa ser submetido a um transplante de medula óssea, procedimento que só é possível fora do Estado.

Com leitos e doador assegurados, a família sofria a angústia de arrecadar a maior quantia possível para se manter fora de Belém durante o tratamento.

O caso foi publicado pelo DIÁRIO no início do último mês e graças a matéria, a família conseguiu arrecadar uma importante quantia em dinheiro, mas a campanha continua, pois o que foi arrecadado é insuficiente. Cinquenta dias após a visita da reportagem, Madson permanece em tratamento, aguardando liberação médica para a viagem.

“Essa história começou no final de outubro. A sessão de quimioterapia estava terminando e a médica disse que ele precisaria viajar imediatamente para o transplante. Aí a gente começou a correr desesperado para conseguir recursos para se manter fora. O exame infelizmente mostrou que a doença não tinha chegado ao mínimo de 5% no percentual de blastos do sangue e ele precisava fazer mais quimioterapia. De lá pra cá a gente não faz outra coisa a não ser rezar e pedir ajuda”, diz o avô, Madson Tomé, 60 anos.

A médica do menino indicou novas 21 sessões de quimioterapia. A criança foi submetida a dez e interrompeu o tratamento por um período. “Ele estava muito fraquinho, então a médica mandou parar. Agora, ele voltou a fazer. Está na quinta sessão e tem respondido muito bem. A médica voltou a falar na viagem. Ele termina, faz o exame e, se tudo der certo, tem que viajar imediatamente. Estamos juntando tudo que podemos e pedindo ajuda a quem puder”, diz.

A família acredita que o menino deve ser transferido para o Recife, acompanhado da mãe e da doadora, a irmã Jhenifer Caroline, de 14 anos. Sem o transporte gratuito assegurado, a família arrecada donativos para ter condições de manter as despesas com o transporte, estadia e alimentação fora do Estado. O transplante será feito através do Sistema Único de Saúde (SUS). “A gente pede a quem possa que nos ajude com o que puder. A retribuição virá de Deus certamente”.

(Diário do Pará)

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