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Geração de empregos cresceu 5,39%

A criação de empregos formais no Brasil apresentou, em 2012, o pior desempenho desde 2009. A queda foi de 33% comparado à geração de empregos em 2011. No Pará, o saldo foi positivo, com a geração de 37.320 empregos com carteira assinada que representam um

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A criação de empregos formais no Brasil apresentou, em 2012, o pior desempenho desde 2009. A queda foi de 33% comparado à geração de empregos em 2011. No Pará, o saldo foi positivo, com a geração de 37.320 empregos com carteira assinada que representam um crescimento de 5,39 %, mas ainda assim houve uma queda quando comparados os dois últimos anos de 2010 (53.019) e 2011 (51.493). De acordo com o Ministério do Trabalho, o mercado paraense apresentou expansão no ano passado nos setores da construção civil (12.245 postos), do comércio (11.993) e dos serviços (10.900). Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em Altamira, onde se esperava um grande volume de vagas na construção civil, em decorrência da instalação da usina hidrelétrica Belo Monte, ao invés de contratações ocorreram demissões, ao todo 619 no ano.
No Brasil, foram criadas 1,3 milhão contra 1,94 milhão em 2011. Os números do governo federal revelam que o setor de serviços foi aquele que mais criou empregos formais no ano passado, com a abertura de 666 mil postos com carteira assinada, seguido pelo comércio (372 mil), pela construção civil (149,2 mil) e pela indústria de transformação (86,4 mil).

A agricultura, por sua vez, criou 4,9 mil vagas formais no ano passado, enquanto que a indústria extrativa mineral abriu 10,9 mil empregos com carteira assinada. A administração pública foi responsável pela contratação de 1,49 mil trabalhadores em 2012 e os “serviços de utilidade pública” resultaram na abertura de 10,22 mil empregos.

Por regiões do país, ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, o destaque ficou por conta do Sudeste, com 655 mil postos formais abertos 2012. Em segundo lugar, aparece a região Sul, com a abertura de 234 mil vagas com carteira criadas. A região Nordeste, por sua vez, abriu 190 mil postos de trabalho no ano passado. Já a região Centro-Oeste abriu 150 mil empregos formais, enquanto o Norte abriu 71,2 mil empregos com carteira assinada no último ano.

Os estados que mais geraram empregos em 2012 foram: São Paulo com 336.398 novos postos (2,77%); Rio de Janeiro com 148.797 postos (4,17%); Minas Gerais com 145.292 (3,61%); Paraná com 89.139 (3,56%); e Rio Grande do Sul com 81.804 (3,23%).
Em nível geográfico, segundo o Ministério, todas as regiões apresentaram índices negativos: Sudeste com -267.328 postos (-1,47%); Sul com -102.497 postos (-1,43%); Centro-Oeste com - 47.660 postos (-1,61%); Nordeste com -50.705 (-0,82%) e Norte com -28.754 (-1,65%).

OTIMISMO

“Mesmo com a forte queda no mês de dezembro, a geração de empregos formais no Pará em 2012 foi a quinta melhor desde a criação da série histórica do Caged em 1992”, afirma o economista Roberto Sena, supervisor técnico do escritório regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), em um estudo divulgado, ontem, sobre os dados do Caged. Nos últimos três anos, segundo o estudo, o Pará gerou cerca de 153 mil postos de trabalhos com carteira assinada, uma media anual de cerca de 51 mil postos de trabalhos.

E mesmo com a redução sofrida no ano passado, o Estado continua sendo o maior gerador de empregos formais da região Norte. Em dezembro de 2012, por razões sazonais (entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas, esgotamento da bolha de consumo no final do ano), o mercado de empregos formais no Pará apresentou declínio de 1,56% com 11.275 postos de trabalho a menos. O “destaque negativo”, segundo o Dieese-PA, foi o setor da construção civil com perda de 3.555 postos de trabalhos, seguido do setor de serviço (-2.736), indústria de transformação (-2.665), agropecuária (-1.545), comércio (-425) e extrativo mineral (- 312).

Segundo o Dieese-PA, a crise internacional foi a vilã da economia no ano passado, mas a perspectiva do órgão para este ano é de novos investimentos e mais empregos e a meta de 200 mil postos de trabalhos gerados em todo o Estado no período de 2010 a 2013 “tem tudo para ser alcançada”.

(Diário do Pará)

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