“Tem idade pra tudo”. Assim dizem os avós. Para o Carnaval, não é diferente. Os pais precisam ficar atentos com a alimentação, hidratação, tipos de fantasias, identificação e local adequado antes de levar os filhos para cair na folia. O estímulo às relações interpessoais e o contato com o meio lúdico são positivos, com algumas ressalvas.
Os bebês podem ter insônia, pesadelos e não estão preparados para o Carnaval. “Como o sistema imunológico ainda não está totalmente desenvolvido, eles podem ser facilmente contaminados por bactérias e vírus, presentes em grande quantidade onde há muitas pessoas aglomeradas”, alerta Rejane Silva Cavalcante, presidente da Sociedade Paraense de Pediatria.
O uso da pulseira de identificação é fundamental. Nome da criança, dos pais e telefone de contato para localização em casos de desaparecimento são necessários.
Além disso, a atenção com a saúde deve ser redobrada. Ofereça água e demais líquidos para a criança, para não correr risco de desidratação. “Cuidado também ao oferecer alimentos perecíveis, como iogurtes”. A exposição solar precisa ser evitada. Quanto ao uso de fantasias, Cavalcante ressalta que o bom senso deve prevalecer. “Nada de fantasias que remetam à violência. A fantasia pode ser bonita aos olhos dos pais, mas desconfortável para as crianças”. A possibilidade de alergias precisa ser levada em consideração antes da compra. Confetes, plumas e lantejoulas também carecem de zelo.
(Diário do Pará)
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