A presidente Dilma Rousseff participa, hoje, da entrega de 1.412 unidades residenciais financiadas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, no município de Castanhal, nordeste paraense. Esta é a primeira vez que a presidente vem ao norte do país para um evento deste tipo.
As casas e apartamentos pertencem ao conjunto Jardim dos Ipês, localizado no bairro da Fonte Boa e devem beneficiar 1.400 famílias que possuem renda mensal de até R$ 1.600 - inscritas na faixa 1 do programa (família com renda mensal de até R$ 1.600). Outras cinco mil unidades estão em fase de construção na cidade e a meta é construir 10 mil casas e apartamentos, número equivalente ao déficit de moradia no município. Esta etapa do projeto recebeu o investimento de quase R$ 61 milhões do governo federal e aproximadamente R$ 1 milhão da Companhia de Habitação do Pará (Cohab).
O avião presidencial pousa na Base Aérea de Belém, por volta das 9h. De lá, segue de helicóptero para Castanhal, com previsão de chegada às 10h, horário em que começa a cerimônia de entrega dos imóveis. Na ocasião, ela visitará somente um dos imóveis, em seguida fará um discurso. O evento terá a duração de uma hora e meia.
Ontem, o prefeito de Castanhal, Paulo Titan, a presidente da Cohab, Noêmia Jacob, o superintendente da Caixa Econômica Federal no Pará, Evandro Lima, e o secretário do Ministério das Cidade, Elder Mellilo; apresentaram alguns números referentes ao Minha Casa, Minha Vida e anunciaram os próximos passos do programa no Estado.
Titan reiterou que a entrega das casas e apartamentos é um sonho antigo da população de Castanhal, que possui um elevado déficit de moradia. Segundo Elder, do Ministério das Cidades, a vinda da presidente ao Pará reforça o lugar de destaque que o Estado ocupa no programa do governo federal. “Em toda o país, o Minha Casa, Minha vida contratou 2,3 milhões de unidades de moradia. Deste total, 165 mil se encontram na Região Norte e o Pará comporta 102 mil unidades construídas e que serão entregues à população de baixa renda”, enumerou.
O superintendente da Caixa Econômica reafirma ideia de que a presidente escolheu o Pará por causa da grande demanda existente na região. “O Pará contratou mais de 50% das unidades habitacionais da região Norte e estas contratações também foram responsáveis pela metade da geração de empregos no setor da construção civil”.
Elevado déficit de moradia no Pará
Segundo Noêmia Jacob, o Pará tem um índice elevado em déficit de moradia. Há uma necessidade de se construir 284 mil novas unidades residenciais para anular o problema. A situação é mais crítica nos municípios de Belém e Portel, que ainda não têm nenhum empreendimento construído ou em fase de construção pelo programa Minha casa, Minha vida, para pessoas com renda de até R$ 1.600, inscritas na faixa 1. “Temos 16 municípios que não foram contemplados com a faixa 1 do programa”, apontou.
Ela justificou que na capital o problema acontece em virtude dos preços elevados do terreno, o que inviabiliza a participação no programa. “Agora que podemos licitar obras para a construção de 2.212 unidades de residências que serão construídas em Icoaraci, na Estrada do Maracacuera e Tenoné”, afirmou Noêmia.
Subvenção
O Minha Casa, Minha Vida garante às famílias inscritas um determinado valor de subvenção. No caso do residencial Jardim dos Ipês, o subsídio ficou em torno de R$ 39 mil e as unidades habitacionais ficaram no valor máximo de R$ 42 mil, que serão pagos em parcelas de R$ 25 por mês para as famílias que têm renda de até um salário mínimo.
(Diário do Pará)
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