O plenário Emílio Martins, no Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE) ficou lotado, na manhã de ontem, para a posse dos dirigentes que comandarão a corte de contas do Estado pelos próximos dois anos.
O atual presidente do TCE, conselheiro Cipriano Sabino, foi reempossado para a função, assim como o conselheiro Luís Cunha, mantido como vice-presidente. Na ocasião, também foi empossado o conselheiro André Dias, que substitui o conselheiro Ivan Barbosa de Cunha como corregedor geral. Autoridades políticas, servidores e familiares acompanharam a solenidade, que durou cerca de três horas.
Eleitos por unanimidade na sessão ordinária do dia 4 de dezembro, os dirigentes assinaram o documento de posse após o compromisso de honrar a função. Ao lado do vice-governador do Estado, Helenilson Pontes, o presidente acompanhou toda a cerimônia e durante o discurso agradeceu o apoio recebido pelos companheiros.
“Sabemos que no momento da entrada de um nova gestão adquirimos uma nova responsabilidade e recebemos uma atenção e um olhar de expectativa e esperança, mas sabemos também que no momento da saída devemos avaliar se a missão foi cumprida”, disse Cipriano.
“Ontem, antes de deitar, reli meu discurso de posse realizado há dois anos e me senti honestamente aliviado. Conseguimos trabalhar e avançar mais do que foi proposto, o que dá a certeza do dever cumprido”, declarou o presidente em sua fala. “Sinto que o meu muito obrigado foi a reeleição e a possibilidade de dar continuidade ao trabalho iniciado. Sinto-me muito agradecido pelo apoio e confiança que recebi dos meus amigos conselheiros”, completou mais tarde.
Entre as metas apontadas como alcançadas na gestão anterior, Sabino comemora, por exemplo, a criação de novos cargos necessários à modernização da estrutura organizacional, bem como a realização de concursos públicos; a construção do anexo VI e a interiorização da corte.
PROCESSOS
O maior feito, entretanto, é a redução do passivo de processos, um compromisso da primeira gestão que terminou com a redução de 13 anos em atraso de processos acumulados desde 1991. O procedimento continua no próximo biênio. “Vivemos um momento de grandes mudanças que visam o fortalecimento e a resposta que o cidadão exige do Tribunal de Contas. A correção dos processos atrasados é um dos principais deles”, frisou Cunha.
“Ao longo dos anos, os processos foram se acumulando. A parte mais emblemática e difícil foi a criação do método feito pelo conselheiro Ivan Cunha e sua equipe, mas o TCE é um todo que se engaja em um processo comum rumo a uma mesma direção, de forma que daremos, sim, continuidade ao processo iniciado com sucesso”, garante Dias.
(Diário do Pará)
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