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Belém tem dívida de 114 milhões

O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) fará um balanço de seu primeiro mês de trabalho e também das dívidas deixadas pela gestão anterior: R$ 114 milhões, sem provisionamento financeiro, ou seja, sem cobertura para pagamento. Segundo o prefeito, começar seu

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O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) fará um balanço de seu primeiro mês de trabalho e também das dívidas deixadas pela gestão anterior: R$ 114 milhões, sem provisionamento financeiro, ou seja, sem cobertura para pagamento.

Segundo o prefeito, começar seu mandato com dívidas dessa envergadura é algo que compromete a capacidade de investimentos da prefeitura. “A situação em que encontramos a prefeitura e o município nos obriga a decisões drásticas e urgentes. Decisões que drenam tempo e recursos, já tão escassos, para problemas que há muito deveriam ter tido solução”, afirma Zenaldo.

Em suas considerações para os vereadores, o prefeito Zenaldo Coutinho reafirma que Saúde, Saneamento e Segurança serão prioridades nos próximos quatro anos e faz um balanço da operação de limpeza da cidade iniciada no dia 2 de janeiro. Zenaldo também promete investir fortemente na Educação, no Transporte, na Urbanização, no Meio Ambiente, em Turismo, na Cultura, no Esporte e no Lazer.

O prefeito de Belém também faz referência, em sua mensagem à Câmara, ao projeto do BRT (Bus Rapid Transit). Do custo total de R$ 314 milhões do BRT, o governo federal financiaria R$ 232 milhões e a contrapartida da prefeitura de Belém seria de R$ 82 milhões. Os 12 projetos enviados à Caixa Econômica Federal para financiamento foram devolvidos por inadequação. A nova gestão teria herdado uma dívida de R$ 56 milhões somente com o BRT. Devido a isso, Zenaldo garante que o projeto do BRT já está sendo revisto.

Já no próximo dia 21, haverá audiência pública para debater o projeto, que está sendo alinhado com o programa Ação Metrópole, do governo do Estado.

O prefeito afirma ainda que, no final da gestão passada, havia cinco operações de crédito em negociação com a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), totalizando R$ 470 milhões. Apenas uma foi contratada com o BNDES, no valor de R$ 12 milhões, para reforma e modernização tributária. O restante está pendente por falta de documentação ou por perda de prazo.

Por não cumprir os prazos para envio de documentação, Belém perdeu o financiamento de R$ 36 milhões para o Projeto de Drenagem, Pavimentação e Urbanização dos bairros Castanheira e Cabanagem. O processo junto à Caixa Econômica terá que “ser reiniciado para que a população não seja privada de obras dessa importância”, informa o prefeito.

(Diário do Pará)

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