Além dos cuidados no trânsito, com o uso moderado de bebidas alcoólicas e com a alimentação balanceada, os foliões e organizadores de eventos também devem ficar atentos aos cuidados com a rede elétrica durante o período carnavalesco.
No ano passado, a Celpa não registrou acidentes com população envolvendo as festas carnavalescas. “Porém, não é por isso que devemos relaxar no que diz respeito à segurança com a rede elétrica”, alerta o gerente de Parceiros, Segurança e Meio Ambiente da Celpa, Ivan Aragão.
Os cuidados envolvem a altura dos trios elétricos e carros alegóricos, o uso de enfeites e até a iluminação de barracas e pontos de venda. A primeira recomendação diz respeito às ligações para iluminar barracas e ruas durante os eventos carnavalescos. “Muitas pessoas acabam realizando uma ligação clandestina para iluminar barracas e a rua da casa onde moram para reunir os amigos, mas isso, além de ser crime, pode sobrecarregar a rede elétrica e provocar acidentes com “choques elétricos” ou a falta de energia, prejudicando todas as pessoas em volta”, avisa Aragão.
Por isso, a Celpa orienta os barraqueiros a procurar as agências de atendimento da concessionária antecipadamente para que esta providencie a ligação provisória, realizada dentro das normas brasileiras de segurança.
Para quem vai acompanhar o Carnaval de rua, o engenheiro recomenda que se evite o uso de carros alegóricos ou trios elétricos muito altos, pois as normas brasileiras estabelecem a altura dos fios a 5m do chão.
Outro risco é quanto ao uso de materiais condutores de energia elétrica, utilizados na decoração ou mesmo artefatos metálicos, como serpentina e fitas. Eles podem ocasionar curto-circuito e romper cabos de alta tensão, como já ocorreu em outros estados do Brasil. “Por isso, os enfeites devem ser confeccionados preferencialmente com material plástico ou de papel, que não conduz eletricidade. A nossa água potável também se torna um potente condutor de energia elétrica. Por isso, nada de direcionar os jatos de água, comuns nos momentos de calor, à rede de distribuição”, recomenda Aragão.
O mesmo cuidado é necessário com os fogos de artifício. Eles devem ser soltos bem longe dos cabos elétricos, pois podem rompê-los ou até mesmo tomar o efeito bumerangue e atingir a pessoa que soltou.
(Diário do Pará)
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