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Sespa promove audiência pública sobre hospital

A obra do novo Hospital Regional Abelardo Santos será executada em etapas, num prazo de 18 a 20 meses, sem interrupção do atendimento. Os serviços não precisarão ser transferidos de lugar de uma só vez, como havia sido pensado anteriormente pela Secretari

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A obra do novo Hospital Regional Abelardo Santos será executada em etapas, num prazo de 18 a 20 meses, sem interrupção do atendimento. Os serviços não precisarão ser transferidos de lugar de uma só vez, como havia sido pensado anteriormente pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6), na segunda audiência pública promovida pela Sespa sobre o hospital.

Com 16.290 metros quadrados de área construída, o novo Abelardo Santos terá 250 leitos operacionais, divididos entre clínica médica, obstetrícia, pediatria, cirurgia e traumato-ortopedia; e 80 complementares, dos quais 40 de unidade de terapia intensiva (UTI) adulto, 40 de UTI pediátrica, 20 de UTI neonatal e 20 de unidade de cuidados intensivos (UCI) neonatal. Haverá também um serviço de urgência e emergência e de terapia renal substitutiva, com 20 máquinas de hemodiálise.

A audiência pública ocorreu no auditório do Serviço Social do Transporte (Sest)/ Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), na rodovia Augusto Montenegro. Entre os presentes, estavam o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, a diretora do hospital, Vera Cecim, a representante do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde), Miriam Andrade, o representante dos servidores, Valdecir Amaral, e usuários da unidade.

Helio Franco fez um panorama da saúde no Estado, ressaltando a insuficiência de recursos financeiros, a falta do funcionamento adequado da atenção primária e a necessidade de serviços de saúde de média e alta complexidade. “Aqui em Icoaraci, precisamos de serviços de saúde com resolubilidade e qualidade. Queremos leitos de qualidade”, afirmou.

O secretário lembrou que o governo do Estado vai construir hospitais regionais em Itaituba, Castanhal e Capanema, o que irá contribuir para que menos pacientes da região nordeste paraense procurem atendimento em Belém, como já é no sudeste e oeste, devido ao bom funcionamento dos hospitais regionais de Santarém, Marabá e Redenção.

Funcionários – A secretaria adjunta da Sespa, Heloísa Guimarães, explicou que a obra ainda não tem data para começar porque ainda será licitada, mas será iniciada com o hospital funcionando e feita por etapas, de forma planejada. Os atendimentos de cada setor serão transferidos gradativamente para outras unidades. Quanto à garantia de permanência dos servidores, a secretária disse que serão observados dois critérios: a aptidão profissional e a ficha de avaliação e qualificação.

Helio Franco informou que a licitação está sendo preparada e deve sair em meados de março. “Temos, portanto, dois anos para discutir com servidores e usuários sobre o modelo de gestão a ser usado”, disse. “Queremos é que o hospital funcione”, continuou, lembrando que o debate também pode envolver os conselhos estadual e municipal de Saúde.

Vera Cecim disse que o hospital tem muitos problemas na estrutura atual e grande demanda de pacientes. “Queremos que seja diferente, queremos dar atendimento de qualidade ao usuário”, asseverou, informando que tem conversado com os trabalhadores. Ela disse que tem certeza de que eles vão contribuir com o processo de transição, apesar do sacrifício. “Não é só a estrutura que importa, o importante é o ser humano, e não podemos deixar que os obstáculos atrapalhem”, enfatizou.

Gestão –Valdecir Amaral disse que os questionamentos vieram dos trabalhadores, que estão preocupados com o futuro. Para ele, a atual gestão melhorou o hospital. Além disso, ele garantiu estar mais tranquilo ao saber que a obra será gradativa. Por fim, pediu que o Estado qualifique os servidores para que permaneçam na instituição.

A servidora Jusimara Soares reconheceu que os secretários estaduais estão preocupados com os trabalhadores, mas pediu a eles que firmem um compromisso por escrito em relação à permanência dos servidores no hospital, mesmo que seja uma gestão por organização social. Heloísa Guimarães respondeu que a Sespa não pode fechar acordo nesse sentido, pois os contratos são regidos pelas leis trabalhistas.

O representante da Associação dos Feirantes de Icoaraci, Eduardo Santos, pediu em um documento que seja feita a urbanização da feira às proximidades do hospital. Depois de ouvir os questionamentos, Helio Franco reafirmou que o Estado está aberto para dialogar e que tudo será feito da melhor forma possível. A audiência pública foi encerrada com apresentação do projeto arquitetônico do novo hospital, pelo engenheiro Joaquim Meira.

(Agência Pará)

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