A chegada do inverno amazônico traz mais uma preocupação para dentro de casa: o aumento dos casos de gripe. Não só para a população em geral, a doença deve ser tratada com mais atenção durante a gravidez.
O especialista em infectologia, doutor Newton Belessi, explica que de acordo com pesquisas realizadas nos Estados Unidos e na Noruega, mulheres que receberam a vacina da gripe durante a gravidez não apresentaram maior risco de aborto.
A mesma pesquisa mostra que mulheres que tiveram gripe durante a gestação foram mais propensas a abortos espontâneos e natimortos. O médico esclarece que a vacina é muito segura, confortável e recomendada para gestantes.
A advogada Laís Queiroz está grávida de quatro meses e meio e está completamente ciente da importância da vacinação. “Eu não me preocupava muito antes e a última vez que me vacinei foi antes de fazer uma viagem”, explica.
Para ficar de olho no calendário de vacinação, Laís usa um aplicativo no celular que avisa quando é preciso começar a tomar as vacinas. O “Baby Center” tem desde guia de nutrição até imagens do desenvolvimento fetal.
Quanto a gripe, ela afirma: “eu tinha um receio antes, mas depois da epidemia da H1N1 eu vi dados sobre o quanto a gripe afetou as grávidas e agora já fui ao posto de saúde tomar as primeiras”.
Segundo o doutor Newton Belessi, a vacinação é importante para gestantes principalmente por elas estarem com a imunidade comprometida e a gripe afetá-las de forma mais complicada. Além disso, não há efeitos colaterais para mãe ou para o bebê. “A vacina é recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), pelo Ministério da Saúde e por diversas organizações científicas. É realmente um recurso fantástico”, enfatiza.
Não apenas para as futuras mães, manter a carteira de vacinação atualizada é responsabilidade de todos. “A vacinação é efetiva. Quando uma pessoa não está protegida e é infectada por transmitir para até dez pessoas ou mais, dependendo da doença. Vacinada, uma pessoa não protege apenas a si mesma, mas todos ao seu redor.
De acordo com a OMS, a vacinação é o segundo recurso que mais previne doenças e mortes no mundo. “Para manter o calendário de vacinação atualizado não custa nada mais que o trabalho de manicure que as mulheres fazem toda a semana. Falamos isso para as pessoas entenderem que, além de eficiente, a vacina também é muito econômica”, exemplifica o doutor Belessi.
(Diário do Pará)
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