Com o objetivo de evitar o desperdício de água potável, a Unidade Sul da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) fechou, na manhã desta quinta-feira (7), três lava a jatos clandestinos, que funcionavam no bairro do Jurunas, em Belém. A iniciativa teve o apoio da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil.
A Lei nº 6.929, de 12 de dezembro de 2006, tornou obrigatória, para postos de combustíveis e empresas de lavagem de carros, a utilização de água de poços artesianos.
No primeiro lava a jato inspecionado pela equipe da Companhia, na Rua dos Tupinambás, não havia poço artesiano. A água utilizada na lavagem de carros era retirada da casa da aposentada Maria Paiva. O dono do lava a jato, Daniel dos Santos Lima, contou que trabalhava no local há três meses, lavando em média cinco veículos por dia.
Maria Paiva disse que Daniel pagava a conta de água da casa, no valor de R$ 14,00, por isso ela acabou concordando com a atividade irregular. O lava a jato foi fechado.
Na mesma rua foi encontrado outro lava a jato funcionando fora das normas previstas por lei, em frente a uma vila de casas, que estava fechada. Quando viram a chegada da equipe da Cosanpa e dos policiais, as pessoas que trabalhavam no local fugiram. Os técnicos da Companhia localizaram uma ligação feita diretamente na rede e cortaram o fornecimento de água. A equipe encontrou ainda na Rua dos Timbiras um lava a jato que recebia água potável de uma casa, situada na Vila São João Batista.
Na Rua dos Tembés, a equipe constatou que várias casas, além de um lava a jato, recebiam água clandestinamente de um ramal predial, que atende a uma residência. A moradora, Carolina Parente, disse que sabia da situação irregular. Os técnicos verificaram o trajeto dos canos e descobriram que o lava a jato utilizava água de uma residência, localizada na Vila Sírio. O fornecimento de água foi cortado e os canos retirados.
Segundo Norma Costa, coordenadora executiva da Unisul, o início da operação de combate aos lava a jatos clandestinos teve resultado positivo. Ela informou que irregularidades na utilização da água fornecida pela Cosanpa prejudicam a distribuição para as residências. “A população acaba sofrendo com essa atitude, que é um verdadeiro furto de água”, afirmou Norma Costa.
(Agência Pará)
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