O assalto feito essa semana a uma agência do Banco do Brasil em Uruará, no oeste do Estado, já é o terceiro deste ano. Só em 2012 foram feitas mais de 50 tentativas, assaltos e arrombamentos de caixa eletrônico em diversas agências paraenses, segundo o Sindicato dos Bancários do Pará.
Os dados trazem à tona a preocupação sobre a segurança dos trabalhadores dessas agências, especialmente no interior. O diretor do sindicato, Gilmar Santos, comenta que a situação da segurança bancária já vem sendo alvo de denúncias há muito tempo. “Os trabalhadores do interior são as principais vítimas dessas quadrilhas. Principalmente porque as cidades possuem acessos complicados, estradas ruins, que impedem o acesso da polícia, muitas onde só é possível chegar por via fluvial”, explica o diretor.
Para ele, a insegurança está presente em todo o Estado, mas que as regiões Sul e Sudeste são as mais afetadas. O delegado André Costa, da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos (DRRB) explica que a proximidade desses municípios com outros Estados traz esse risco. “Estar perto do Maranhão e do Tocantins, por exemplo, facilita a fuga dos assaltantes. É importante lembrar que a maioria dessas quadrilhas é de outros estados”, explica.
Outra questão levantada por Gilmar Santos é a falta de policiais nas cidades do interior. “Muitas vezes esses municípios têm de cinco a seis policiais para proteger a população, e isso não é o suficiente”, coloca. O delegado Costa esclarece: “A maior parte do contingente policial se concentra na capital, onde a demanda é mais frequente”.
Além da falha no efetivo policial, Gilmar Santos explica que o sindicato mantem um debate com as agências bancárias para exigir mais investimentos na segurança dos funcionários e clientes. “Não podemos aceitar que alguns bancos não invistam na segurança dos trabalhadores. Por isso que o sindicato estabelece algumas medidas em parceria com outros Estados”, ressalta.
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