Passado o longo período de estudos, a aprovação no concurso e a posse da vaga, a bióloga Elane Wanzeler viu a segurança do funcionalismo público fugir das suas mãos. Nomeada bióloga da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Salinópolis em outubro de 2012, a concursada foi impedida de continuar trabalhando por um decreto expedido pela própria prefeitura do município em janeiro deste ano. “Todo mundo faz concurso buscando segurança e estamos passando por uma situação humilhante. Já estava trabalhando desde o dia 15 de outubro. Ninguém foi informado oficialmente de nada”. O decreto só veio no dia 9 de janeiro, dizendo que as nomeações, posses e gozo dos cargos estariam suspensos por 60 dias. A suspensão foi realizada sob justificativa de investigação de suspeitas de fraude no concurso. De acordo com o presidente da Associação dos Concursados do Pará (Asconpa), José Emílio Almeida, não é apenas em Salinópolis que situações do tipo vêm acontecendo. Segundo ele, servidores nomeados também foram afastados em Curuçá. Já em outros municípios, ele afirma que os aprovados em concursos não estão sendo nomeados. “Em São Domingos do Capim, Vigia, Castanhal, Ananindeua e Goianésia do Pará, os prefeitos não nomearam aprovados alegando que o concurso foi feito pelo prefeito anterior”, afirma. A associação vem tentando reverter a situação desde o ano passado. “Entramos com uma ação civil na comarca de Salinas e, no dia 11 deste mês, vamos nos reunir em Curuçá. Essas atitudes são totalmente arbitrárias. Para afastar um servidor, ele teria que passar por um processo administrativo. Estamos certos de que vamos ganhar essa causa. Iremos à Brasília, se for preciso”. (Diário do Pará) |
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar