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Maré alta assustou folia em Mosqueiro

Banho mesmo só na calçada da orla, com os pés no cimento ao invés da areia. Assim foi o domingo para os banhistas que escolheram a praia do Murubira, em Mosqueiro para passar o final de semana. “Não conseguimos tomar banho aqui desde sexta-feira quando a

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Banho mesmo só na calçada da orla, com os pés no cimento ao invés da areia. Assim foi o domingo para os banhistas que escolheram a praia do Murubira, em Mosqueiro para passar o final de semana. “Não conseguimos tomar banho aqui desde sexta-feira quando a gente chegou. É a primeira vez que a gente vê a água desse jeito. Minha filha tá tomando banho na escada, porque não tem como pisar na areia”, conta a advogada Ellen Mello.

O motivo de tamanha surpresa foi a altura da maré que além de surpreender os banhistas também pegou de surpresa os homens do Corpo de Bombeiros. “Esta é a maior maré alta dos três últimos finais de semana aqui na ilha. Nessas condições, a pessoa que mergulhar e ir três a quatros metros da beira já está em situação de risco”, afirma o sargento Chagas do Corpo de Bombeiros do Pará. A preamar (cheia) ocorreu entre 13 e 14 horas.

Além do cuidado ao tomar banho, a maré alta também preocupou donos de bares e restaurantes ao longo da orla das praias do Murubira, Paraíso e Porto Arthur, principalmente, que foram muito prejudicados. Em um restaurante localizado na orla da praia do Paraíso, parte da área construída foi levada pela água - mesmo com a contenção feita com pedras e sacos de areia.

A água forte e os troncos de árvores que foram derrubados batem na parte debaixo da orla, comprometendo a estrutura de baixo para cima. Em um espaço de quatro metros onde existia praia, agora só se enxerga água. “Em 20 anos, é a segunda vez que vejo uma maré como a desse ano. Perdemos toda a área de proteção construída e teremos que refazer tudo”, conta o proprietário, que teve que interditar parte do seu comércio. No local, mais de 300 sacos com areia. O banho era quase impossível no local. Dona de uma das barracas mais prejudicadas, Telma Paulo viu sete metros da praia sumirem com a água. “Hoje estou a um metro de onde a água bate”.

(Diário do Pará)

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