A situação da atual qualidade e trajeto do serviço de transporte público prestado à população de Icoaraci pela empresa Icoaraciense, será apurado pelo Ministério Público do Estado. A ação deu-se após a assinatura pela promotora de justiça, Elaine Carvalho Castelo Branco no dia 8, de uma Portaria que instaura inquérito civil para a apuração. O MP irá coletar informações para posterior instauração de uma possível ação civil pública ou arquivamento do caso.
A causa da instauração do inquérito civil foi a representação que o grupo em defesa do Marajó em prol dos usuários de ônibus de Icoaraci fez junto ao MP, por causa da péssima qualidade do serviço de transporte da empresa citada. Além do relatório da procuradora de justiça Ana Lobato Pereira, que foi aprovado por unanimidade pelo conselho superior do Ministério Público que reforçou a necessidade de apurar o estado do transporte coletivo do distrito de Icoaraci em relação ao trajeto e qualidade.
A empresa Icoaraciense, prestadora do serviço de transporte urbano e a Companhia de Transportes de Belém, atual Autarquia de mobilidade urbana (Amub) deverão prestar esclarecimentos no prazo de 10 dias. A Amub deverá também informar providências que estão sendo tomadas para apurar as reclamações da população.
Em nota, a Autarquia de Mobilidade Urbana (Amub, antiga CTBel) informou que ainda não foi notificada pelo Ministério Público a se manifestar sobre a situação da referida empresa, mas tão logo chegue a orientação à Autarquia serão tomadas todas as medidas necessárias para responder imediatamente a demanda da promotoria.
A Amub disse ainda que mantém fiscalizações sistemáticas das linhas que têm a concessão do transporte público de Belém, com inspeções constantes e, quando necessário, devidas autuações e inclusive retenção de veículos sem condição de trafegabilidade.
O DIÁRIO tentou contato com a empresa Icoaraciense, mas até o fechamento da edição não obteve sucesso.
(Diário do Pará)
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