A Operação Carnaval 2013 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou na meia-noite de quinta-feira com redução no número de acidentes e feridos. Foram três mortes, mesmo número do ano passado, 23 feridos e 57 acidentes. A operação foi realizada durante seis dias em que a PRF verificou uma queda de 26,9% no número de acidentes em relação a 2012, bem como uma redução de 61,6% no número de feridos no Pará.
Mesmo não havendo redução no número de mortes, o responsável pela comunicação da PRF, Max Silva, explica que são números otimistas. “O novo método de observação desses dados leva em conta a frota de veículos. Houve um aumento do número de carros em relação ao ano passado, o que mostra que os acidentes fatais são poucos comparados à frota”, explica.
Em todo o Brasil, o número de mortes no trânsito durante o Carnaval é o menor em dez anos nos 70 mil quilômetros de rodovias federais brasileiras. No Pará, o único índice que apresentou aumento em relação à 2012 foi o de condutores autuados por embriaguez ao volante, que foi de 29 para 31.
Mesmo assim, a PRF aponta os motivos que colaboraram para a redução da violência no trânsito durante o Carnaval 2013. “Algumas alterações estruturais, como mudanças de retornos e o próprio desvio da rotatória do Entroncamento, além da questão da mudança nas estratégias de fiscalização da PRF”, explica Max Silva.
Além disso, o endurecimento na Lei Seca contribuiu para uma maior consciência dos condutores, Max Silva ressaltou a possibilidade de agora poder deter motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro. “Se a pessoa se recusa a fazer, o policial pode verificar visualmente ou através de testemunhas se o condutor está alcoolizado e levá-lo para a delegacia”, afirma.
Os polêmicos radares também deram resultados positivos e contribuíram para a redução de acidentes por atropelamento, de acordo com a PRF, não houve registros desse tipo de problema: “Os radares estão ali para assegurar que o condutor preste atenção ao pedestre, por isso estão próximos das faixas. Agora o motorista está mais cauteloso, mas é hora dos pedestres também serem educados para o uso da faixa”.
No total, foram 1.526 infrações de trânsito, as principais aconteceram por licenciamento do veículo atrasado, ultrapassagem em local proibido, transitar e estacionar no acostamento, veículo e mau estado de conservação e passageiro sem cinto de segurança. Para reduzir ainda mais os número, Max Silva fala de possíveis soluções: “A BR-316 precisa ser alterada para o aumento da frota. Precisa acompanhar o crescimento do número de veículos e criar rotas alternativas”. Os quilômetros 0 à 20 da BR-316 eram preocupantes por concentrarem o maio número de acidentes, esse ano, houve uma queda de 11% em relação a 2012.
A próxima operação da PRF deverá ser realizada na Semana Santa, no final do mês de março.
(Diário do Pará)
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