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O temporal passa, os riscos de doenças não

A tempestade que fez a capital paraense ficar submersa na última quarta-feira (13) deixou prejuízos, estragos e preocupações para boa parte da população. As consequências dos aguaceiros que estão atingindo Belém não passam quando o céu clareia. Mais impor

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A tempestade que fez a capital paraense ficar submersa na última quarta-feira (13) deixou prejuízos, estragos e preocupações para boa parte da população. As consequências dos aguaceiros que estão atingindo Belém não passam quando o céu clareia. Mais importante que bens materiais, a água das chuvas pode ser responsável por levar a saúde de quem for pego sem orientação. Endemias como a dengue e a leptospirose, por exemplo, são típicas desta época do ano. Cuidados simples podem garantir um tratamento eficaz e, mais importante, a prevenção destas doenças.

João Batista Viana, 58 anos, comerciante, mora em frente ao canal da Quintino, um dos mais afetados quando chove forte. “Essa semana a água alagou toda rua, por pouco não entrou aqui casa”, conta. Para se prevenir das possíveis doenças deixadas pela enxurrada, João fala que a família procura deixar a casa livre de sujeiras. “A gente toma cuidado de não deixar água acumular e tá sempre limpando tudo. Como aqui não tem quintal, é menos uma preocupação. O problema é gente de outra rua que vai jogar lixo lá na boca do canal”, afirma.

Segundo Bernardo Cardoso, coordenador do departamento de endemias da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública), até a última sexta-feira (15), foram notificados 1.433 casos de dengue no Estado, sendo que 430 foram confirmados e há uma suspeita de morte pela doença. Ano passado, no mesmo período, haviam 5.300 casos notificados, 2.020 confirmados e quatro vítimas fatais da dengue, de acordo com Cardoso. “Estes números refletem o compromisso que nós firmamos de não deixar haver epidemia de dengue no Pará. ”, afirma.

O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, vive somente de 30 a 60 dias. No entanto, seus ovos podem permanecer viáveis, esperando o meio certo para eclodir, por até 18 meses. Uma fêmea pode colocar de 150 a 250 ovos de uma vez e as lavas chegam à fase adulta em uma média de apenas oito dias. “Infelizmente, as pessoas ainda não têm consciência de que dengue é coisa séria. É a endemia que mais mata em todo país. Depois que a pessoa é picada, a doença fica encubada de três a oito dias. Em caso de dor de cabeça, febre e dor no corpo, o paciente deve imediatamente procurar atendimento médico”, orienta Bernardo Cardoso.

Segundo o coordenador da Sespa, o diagnóstico precoce é importante para a rápida recuperação dos pacientes. “Os profissionais de saúde também precisam ficar atentos para evitar diagnósticos errados. É preciso examinar e conhecer bem o histórico do paciente, perguntar por onde ele andou, porque os sintomas de várias endemias são bem parecidos”, alerta. Cuidados como arejar os ambientes da casa, eliminar focos de mosquitos e buscar logo atendimento clínico pode ajudar a combater outras endemias. “Não é só com a dengue, é necessário atentar para outras doenças, como leptospirose, malária, gripe, pneumonia e meningite”, completa Cardoso. >> Leia mais no Diário do Pará

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