O Ministério Público Federal (MPF) abriu hoje uma investigação sobre os casos de exploração sexual de mulheres e adolescentes, descobertos na região das obras da usina de Belo Monte, entre Altamira e Vitória do Xingu, na última quinta-feira (14).
No total, 32 mulheres já foram libertadas pela Polícia Civil, em ação conjunta com o Conselho Tutelar de Altamira. A investigação do MPF vai apurar a existência do crime de trabalho escravo, previsto no artigo 149 no Código Penal e de competência da Justiça Federal. A procuradora da República em Altamira, Thais Santi, já requisitou cópia do inquérito que a Polícia Civil conduz sobre o caso. As vítimas também devem ser ouvidas pelo MPF em Belém e Altamira nos próximos dias.
Como parte da investigação, o MPF enviou ofícios a Norte Energia e ao Consórcio Construtor de Belo Monte, questionando sobre a localização da casa de prostituição, considerando o perímetro de desapropriação da usina de Belo Monte. A procuradora quer saber se o local onde as meninas estavam aprisionadas ficava dentro dos limites da área que o governo federal destinou a Belo Monte através de um Decreto de Utilidade Pública.
(DOL com informações da Ascom/MPF)
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