O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez ontem, 18, um balanço do programa Saúde Não Tem Preço no Pará, que completa dois anos. O programa, que tornou gratuita a distribuição de 14 medicamentos para diabetes, hipertensão e asma no país, já beneficiou 279.993 pessoas no Estado. Já são 349 farmácias da rede própria e drogarias conveniadas ao programa.
De acordo com o ministro Padilha, a gratuidade impulsionou também a retirada dos outros itens ofertados com até 90% de desconto no Farmácia Popular – programa do Ministério da Saúde pelo qual são oferecidos, ao todo, 113 itens nas farmácias próprias e 25 nas drogarias conveniadas. A média mensal de pessoas com hipertensão e diabetes atendidas no Farmácia Popular aumentou 23 vezes (crescimento de 2.215%) no estado, passando de 3.809 em janeiro de 2011 para 88.212 em janeiro de 2013.
Inicialmente, em fevereiro de 2011, o ministério tornou gratuitos 11 medicamentos para diabetes e hipertensão. Mais recentemente, em junho do ano passado, três medicamentos para asma foram incluídos na gratuidade. No caso dos medicamentos para asma, 4.619 pessoas foram beneficiadas em oito meses de gratuidade no Pará. O número de pessoas atendidas com esses medicamentos mais que triplicou, passando de 376 em maio de 2012 (mês que antecedeu o do lançamento da gratuidade especificamente para medicamentos de asma) para 1.392 em janeiro deste ano.
“O programa Farmácia Popular ampliou substancialmente o acesso da população aos medicamentos que tratam as doenças mais prevalentes no Brasil”, ressaltou o ministro. “Com a gratuidade do Saúde Não Tem Preço, popularizamos ainda mais essa estratégia”. Segundo Padilha, um dos principais impactos da medida é a estabilização de internações por diabetes no país.
Em todo o Brasil, das 17,5 milhões de pessoas atendidas pelo programa Farmácia Popular em dois anos, 14 milhões retiraram medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes pelo Saúde Não Tem Preço. Cresceu 457% o número de diabéticos e hipertensos beneficiados pelo programa nesse período – passou de 853 mil em janeiro de 2011 para 4,7 milhões em janeiro de 2013.
Com medicamentos para asma, 437 mil pessoas foram beneficiadas em oito meses de gratuidade no país. O número de pessoas atendidas com esses remédios cresceu 93%, passando de 48,5 mil em maio de 2012 (mês que antecedeu o do lançamento da gratuidade especificamente para medicamentos de asma) para 93,6 mil em janeiro deste ano.
O total de beneficiados com medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, colesterol, glaucoma, rinite, osteoporose, doença de Parkinson, dislipidemia, anticoncepção e fraldas geriátricas pelo programa Farmácia Popular, que engloba o Saúde Não Tem Preço, cresceu de 1,2 milhão em janeiro de 2011 para 5,5 milhões em janeiro de 2013. A média mensal de beneficiados aumentou mais de quatro vezes de 2010 (ano que antecedeu o lançamento da iniciativa) para 2012, passando de 1 milhão para 4,5 milhões de pessoas. Em 2011, o número já havia chegado a 2,8 milhões.
(Diário do Pará)
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