As mortes em decorrência de doenças relacionadas ao uso do cigarro, como o que ocorreu com o ex-governador Almir Gabriel, na manhã de terça-feira (19), fez voltar as atenções para a alta incidência do tabagismo e suas consequências. O político foi vítima de enfisema e edema pulmonar e, após várias internações, não resistiu. No Brasil, cerca de 200 mil mortes por ano são causadas pelo tabagismo.
Levantamentos atualizados sobre o assunto, realizados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), Organização Mundial de Saúde (OMS) e órgãos de saúde locais, indicam que o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Só no Pará, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), 17,08% da população é fumante.
Além disso, o cigarro também é a terceira maior causa de mortes evitáveis entre pessoas que nunca fumaram, mas convivem em ambientes onde outras pessoas fumam - o que os classificam como fumantes passivos.
Atualmente, 16% da população brasileira adulta é fumante. Embora este número represente uma diminuição de quase 50% no número de fumantes desde 1989, ainda é pouco e preocupante.
A OMS estima ainda que um terço da população mundial adulta, ou seja, 1,2 bilhão de pessoas - sendo 200 milhões de mulheres - sejam fumantes. Pesquisas comprovam que, aproximadamente, 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam.
Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica, representando 24%, já os homens ficam no percentual de 42%.
CUSTO
Cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) são atribuídos às doenças relacionadas ao consumo do tabaco. Somente com esses dois procedimentos, o Governo gasta R$ 338,6 milhões no tratamento de doenças.
(Ronald Sales/DOL)
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