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Rodoviários querem segurança pra trabalhar

Enquanto mais de 41.000 torcedores foram ao Estádio Olímpico, o Mangueirão, se divertir, uma minoria prejudicou a festa do clássico com uma onda de violência no primeiro Re x Pa do ano. Pelas avenidas Almirante Barroso e Augusto Montenegro, as brigas entr

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Enquanto mais de 41.000 torcedores foram ao Estádio Olímpico, o Mangueirão, se divertir, uma minoria prejudicou a festa do clássico com uma onda de violência no primeiro Re x Pa do ano. Pelas avenidas Almirante Barroso e Augusto Montenegro, as brigas entre torcidas organizadas resultaram em quebra-quebra, depredação e pânico entre as pessoas que foram surpreendidas pelos vândalos.

O jogo ocorreu dia 26 de janeiro e o número de ônibus depredados é espantoso: 169, no total, segundo a polícia. Os próximos confrontos entre Remo e Paysandu já tem data marcada, um ocorrerá no próximo domingo (24) e o outro três de março. A Segup (Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social) já anunciou que irá reforçar a segurança dos clássicos a partir da próxima partida. Rodoviários e proprietários das empresas de transporte estão confiando nas ações policiais.

Segundo Edilberto Robson, o “Ventania”, diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários, motoristas e cobradores estão receosos por conta dos criminosos infiltrados no grande público que deve lotar o Mangueirão domingo. “Nós estivemos reunidos com o major Campos, comandante da região metropolitana, e a polícia foi muito simpática e demonstrou toda disposição em nos ajudar. Mas a gente sabe que o efetivo é pequeno comparado à demanda de um Re-Pa”, observa.

De acordo com o diretor de comunicação, há motoristas, inclusive, que já preferem levar uma advertência e suspensão a ter que ir trabalhar em dia de clássico. “Nós estamos falando não só pelos profissionais, mas também por quem pega ônibus. Encontraram até arma de fogo. Imagina se a polícia não parasse os carros na Almirante Barroso. Nós estávamos planejando uma grande paralisação, mas em respeito aos usuários e à boa vontade, a gente vai acreditar no trabalho da polícia”, completa.

O Setrans-Bel (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém) afirma que a entidade contabilizou, na verdade, 40 ônibus depredados, um prejuízo calculado em torno de R$ 100 mil.

O sindicato diz que as empresas estão confiando no esquema que está sendo montado pela polícia e pelos órgãos que compõem a segurança, espera que as cenas de vandalismo não se repitam e que seja mantida a tranquilidade durante o clássico.

(Diário do Pará)

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