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Ovos de Páscoa já atraem consumidor

Os ovos de Páscoa já assumem lugar nas prateleiras. A decoração de Carnaval está sendo substituída pelos chocolates. E já tem gente comprando as guloseimas recém disponibilizadas ao público. “A gente quis pegar logo um”, disse o fisioterapeuta Osvaldo Pei

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Os ovos de Páscoa já assumem lugar nas prateleiras. A decoração de Carnaval está sendo substituída pelos chocolates. E já tem gente comprando as guloseimas recém disponibilizadas ao público. “A gente quis pegar logo um”, disse o fisioterapeuta Osvaldo Peixoto, 27, que jogou a culpa da compra na mulher. “É que ela tá grávida e quando quer, tem que comprar logo”. “Na verdade, ele que queria e tá me usando como desculpa”, respondeu a também fisioterapeuta Kamilla Pimentel, 26, em tom de brincadeira.

Para o casal, o ovo de Páscoa é apenas uma simbologia. “A Páscoa para a gente têm outro significado e o ovo é só um símbolo. Une o útil ao agradável”, explica a fisioterapeuta.

Assim como o casal, a telefonista Mariceli da Silva, 32, e o filho Lucas Santos, 10, voltaram os olhos para os ovos de Páscoa expostos no supermercado. Chocolates em formato de peixes, em menção a “Procurando Nemo”; tartarugas de brinquedo com chocolate (e não o contrário), ovos colocados dentro de baldes de pipoca com logos de time. Tudo para atrair a atenção do consumidor. “Por enquanto, só estamos pesquisando”, antecipa a mãe.

Mariceli conta que “Todo o ano tem que ter ovos de Páscoa. É tradição”, conta a telefonista, que estima gastar até R$ 30 em chocolates para cada um dos dois filhos. “Estamos vendo os preços e os brindes, que é o que a criançada mais gosta”.

O garoto, no entanto, já sabe o que quer. “Eu gostei da Tortuguita”, revela.
Os preços dos ovos de Páscoa variam de acordo com a marca, numeração e brinde. Os valores vão de R$ 4,44 à R$ 66,78.

Os supermercados estão iniciando a decoração alusiva à Páscoa, comemorada em 31 de março. A previsão é de crescimento de vendas. “Estimamos 20 a 25 por cento a mais em cima do ano anterior”, afirma Thais Fonseca, auxiliar de compras de uma rede de supermercados. Para atingir a meta, os demonstradores são essenciais. “Cerca de 40 por cento da venda é motivada pela demonstração do produto”, estima.

Os profissionais que desempenham este papel são, em grande parte, distribuidores das marcas de chocolate. “Mais da metade deles não são funcionários da loja”, afirma Roberto Sena, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A indústria do chocolate no Pará é restrita, mesmo com a produção do melhor chocolate do Brasil na região da Transamazônica, e as vendas de bombons caseiros representam menos de 5% do volume total. O Estado atua na venda de produtos de grandes marcas.

De acordo com o Dieese, no ano passado, entre 500 e 700 pessoas atuaram na função, na Região Metropolitana de Belém (RMB). “Para este ano, a previsão é de 800 postos de trabalho”, contabiliza Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese.

(Diário do Pará)

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