Durante o último final de semana, uma parte da calçada da Praça do Pescador, localizada no Complexo do Ver-o-Peso, cedeu. O trecho, de aproximadamente cinco metros, fica em frente ao Terminal Fluvial Municipal e estava atrapalhando o embarque e desembarque de passageiros em um dos dois guichês.
Na última quinta-feira (21), uma equipe técnica do Corpo de Bombeiros, após vistoria, interditou a área afetada para garantir a segurança dos usuários. Ontem, o segundo guichê estava recebendo a demanda dos cerca de 600 passageiros atendidos diariamente no terminal.
No trecho atingido, é possível verificar rachaduras, inclusive, próximas a um dos pilares de sustentação do guichê. Parte do piso da calçada afundou. Na área externa, olhando do trapiche, nota-se que blocos de concreto foram deslocados de sua posição original. Segundo a assessoria de imprensa da Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub), antiga CTBel, a interdição do guichê não prejudicou o atendimento, que segue normalmente com as atividades de embarque e desembarque de passageiros.
A doméstica Renara Farias, 24, enfrenta duas horas e meia de viagem diariamente para vir de Barcarena, trabalhar em Belém e depois voltar para casa. “No outro terminal, eu ainda contava com a boa vontade de barqueiros que entendiam minha situação e me deixavam viajar de graça”, confessa. Renara espera que o guichê interditado volte a funcionar, pois, segundo a usuária, o serviço pode ser prejudicado com o crescimento da demanda. “Muita gente faz a mesma viagem que eu. O preço da passagem tá muito alto. A gente ganha só um salário pra sobreviver, pagando R$ 5 por dia o dinheiro vai embora só com isso”, diz.
Apesar do aumento no número de usuários, o segundo guichê do terminal fluvial, no período em que o DIÁRIO estava presente, funcionava sem transtornos ou grandes filas. Em nota, a Amub esclarece que o Secretário de Urbanismo,
Eduardo Leão, informa que ainda estão sendo apuradas as causas do problema para que sejam tomadas as providências devidas.
(Diário do Pará)
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