Cerca de duas mil pessoas participaram da programação pelos 363 anos da Fundação Santa Casa, ontem, na Praça Brasil. Para celebrar, vários serviços foram disponibilizados à comunidade, entre eles: emissão de documentos, cortes de cabelo, vacinação, verificação de pressão e testes de glicemia.
Ao longo desses pouco mais de três séculos e meio, a Santa Casa se tornou referência em obstetrícia e neonatologia, além de ser o maior hospital do país em número de leitos neonatais, são 157. Por mês, são realizados cerca de 52 mil procedimentos em diversas especialidades. Até o final deste ano, o hospital deverá ter a capacidade ampliada em 110 leitos com inauguração do novo prédio.
A presidente da Santa Casa, Eunice Begot, ressaltou que “a história da Santa Casa se confunde com a história de Belém, por isso a comemoração de aniversário da instituição é também um presente para a população, com a disponibilidade de serviços gratuitos”.
Questionada sobre os desafios que o hospital possui, a presidente destaca que “internamente a Santa Casa não possui mais problemas relacionados a falta de medicamentos, por exemplo. Os problemas que a instituição enfrenta estão fora dos muros, na saúde básica”, frisou a médica.
A metade do total de mulheres atendidas pela Santa Casa é de Belém, por isso a presidente reforça que a Saúde da Família deve ser reestruturada na capital, pois esta seria uma das formas de evitar a superlotação no hospital. “Depois de Belém, a nossa maior demanda de pacientes é oriunda de Ananindeua, Castanhal e Abaetetuba. No entanto, o que a gente observa é que nos municípios onde existem hospitais regionais vem pouca demanda para a Santa Casa”, disse Eunice.
Nos estandes armados na Praça Brasil, a exposição de alguns serviços e programas desenvolvidos pela Santa Casa como o Banco de Leite Humano, um dos maiores do Brasil, que conta com a colaboração dos Bombeiros da Vida para coletar o leite materno nos domicílios. Um estande do Propaz também foi montado para apresentar a população o trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.
O serviço mais procurado pela comunidade foi o da emissão de documentos, no qual a estudante Paula Ribera, 22, foi uma das beneficiadas. Em dezembro, ela teve a Carteira de Identidade furtada e aproveitou a ação para emitir a segunda via. “Eu soube por uma tia que ia acontecer este serviço aqui na praça, depois consultei na internet e aqui estou eu na fila”, enfatizou.
Um total de 250 doses de vacinas, contra Hepatite B e Tétano, foram aplicadas. A animação do evento ficou por conta da Banda do Corpo de Bombeiros e pelas crianças da Escola de Samba Crias do Curro Velho. O porta estandarte e o mestre sala da agremiação, Davi Nazareno e Daniel Barros, nasceram na maternidade da Santa Casa, em 1999.
O Secretário de Saúde do Estado, Hélio Franco, informou que a Santa Casa foi o primeiro hospital da Região Norte do Brasil e que, hoje, além de assistência médica presta serviços de ensino e pesquisa no Estado.
(Diário do Pará)
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