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Feira do Pescado ainda vende mais barato

Apesar de o Pará ser o segundo maior produtor de pescado do país, por aqui os preços ainda são salgados. No sábado (23), cerca de 10 toneladas de peixe, congelados e in natura, com preço médio 10% mais barato foram colocados à venda. Com esse atrativo da

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Apesar de o Pará ser o segundo maior produtor de pescado do país, por aqui os preços ainda são salgados. No sábado (23), cerca de 10 toneladas de peixe, congelados e in natura, com preço médio 10% mais barato foram colocados à venda. Com esse atrativo da segunda Feira do Pescado do ano, promovida pela Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq) em parceria com o Sindicato das Indústrias de Pesca do Estado do Pará (Sinpesca) foi possível comprar peixes considerados nobres a preço promocional, como o filé de filhote, vendido a R$ 25 o quilo.

A Feira foi no estacionamento da Fundação Tancredo Neves (Centur), atraiu um público considerável e agradou consumidores e vendedores. Até junho novas feiras já estão confirmadas mensalmente.

A técnica de enfermagem Hilma Cavalcante, 50, incluiu na lista de compras bolinho de bacalhau, pescada branca e até hambúrguer de peixe para seu filho. Visitando pela segunda vez a Feira do Pescado, a consumidora aprovou a ideia. “Eu avalio o preço, mas, principalmente a qualidade. A gente nota que os produtos tão muito bem embalados, higienizados e que vem direto das indústrias”, observa.

Os preços praticados variavam de R$ 3, como o xaréu com cabeça, até R$ 40, como o quilo do camarão GG sem cabeça. A unidade do caranguejo saiu a R$ 1. Haésio Gomes, 45, trabalhando com pescado há 27, precisou suar para dar conta de atender à demanda dos clientes. “Pra gente isso é muito bom e eu espero que continue todos os meses. Aqui o peixe é de qualidade. Quando o governo entregar o Terminal Pesqueiro, no final do ano, vai ficar melhor ainda. A gente já tem uma proposta de incluir o peixe na merenda escolar para as crianças adquirirem o hábito desde cedo”, antecipa.

O advogado Carlos Padilha, 50, esteve na feira pela primeira vez e também gostou da iniciativa. “Eu só acho que o local poderia ser mais adequado. Poderiam fazer no Mercado de São Brás, por exemplo”. Carlos conta que já possuiu barco de pesca e que o preço do pescado não deveria ser tão alto. “Não é caro, é caríssimo”, reclama. Jossandra Pinheiro, diretora de pesca da Sepaq, concorda. “Os produtores preferem vender em grande quantidade para o mercado externo”.

(Diário do Pará)

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