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Radares da BR-316: entre eficiência e reclamações

O objetivo dos aparelhos é diminuir os índices alarmantes de acidentes fatais nos dez primeiros quilômetros da BR-316. No entanto, desde que foram instalados pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), os 50 redutores de velocidade

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O objetivo dos aparelhos é diminuir os índices alarmantes de acidentes fatais nos dez primeiros quilômetros da BR-316. No entanto, desde que foram instalados pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), os 50 redutores de velocidade colocados no perímetro urbano da rodovia têm sido alvo de críticas de motoristas. Os engarrafamentos no trecho, que já eram frequentes, se intensificaram e há condutores trafegando bem abaixo do limite máximo em alguns pontos, que em certos locais não passa de 40 quilômetros por hora. Para buscar soluções para a situação, aconteceu, ontem pela manhã, uma reunião na sede do Ministério Público Federal (MPF), que está preocupado com a trafegabilidade da via.

De acordo com o Dnit, 22 lombadas eletrônicas, 20 controladores de sinais e oito radares fixos foram instalados nos primeiros quilômetros da BR-316. Participaram da reunião órgãos como Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência de Mobilidade Urbana (Amub, antiga CTBel), além de representantes das prefeituras de Belém, Ananindeua, do Ministério Público do Estado e da sociedade civil organizada.

O superintendente regional da PRF, Irlando Lopes, afirma que a instalação dos aparelhos do Dnit obedeceu a estudos estatísticos que identificaram os pontos críticos de acidentes. “É muito cedo ainda para afirmar com certeza que a diminuição no número de acidentes está ligada à instalação destes redutores. O que nós percebemos é que medidas anteriores, como o fechamento de retornos proibidos, reduziram significativamente os índices nos últimos meses”, aponta. Segundo números da PRF, o número de acidentes na BR-316, no último mês, caiu de 123 para 62, em comparativo ao mesmo período de 2012.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens no Estado do Pará (Sindicam-PA), Eurico Tadeu Ribeiro, os engarrafamentos já estão afetando os prazos e honorários dos caminhoneiros. “É evidente que o número de acidentes diminuiu, o trânsito está parado. Pensaram em alternativas pra garantir a segurança, mas não se preocuparam em regularizar e adequar a via pra esses aparelhos não atrapalharem os motoristas”, afirma.

Os entraves e as soluções para a baixa trafegabilidade

Segundo David Bessa, superintendente do Dnit no Pará e Amapá, os redutores foram instalados em caráter emergencial e os problemas de tráfego na BR-316 têm diversos fatores. “É evidente que a instalação destes aparelhos causam mudanças na cultura e na rotina dos motoristas. O que os redutores fazem é regulamentar a velocidade máxima permitida, mas o que nós estamos percebemos é que muitos motoristas estão trafegando bem abaixo do limite”, explica. O superintendente aponta o crescimento de condomínios residenciais nas proximidades da BR-316, além do aumento da frota de veículos, como fatores que sobrecarregam a via.

O procurador da República no Pará, Alan Mansur, elogiou os esforços para reduzir o quantitativo de acidentes no local. “Este trecho deixou de ser considerado o mais perigoso do país e isso merece sim ser reconhecido. Não são números que diminuíram, são vidas que foram salvas. No entanto, as medidas que foram adotadas prejudicaram a trafegabilidade e nós precisamos pensar juntos em uma solução para isso”, afirma.

Segundo o procurador, a má utilização das faixas de pedestres é um dos pontos críticos que precisam ser revistos. Os órgãos se comprometeram em considerar as avaliações e colocar em prática medidas para contornar os problemas. Quando os redutores de velocidade começaram a ser aferidos em janeiro, o superintendente do Dnit, no cargo há oito meses, já havia adiantado ao DIÁRIO que há possibilidade de substituição das faixas cidadãs por passarelas.

(Diário do Pará)

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