Continuam as investigações sobre o vazamento de gás amônia no grupo Ecomar na manhã de terça-feira (26), em Vigia. O acidente afetou cerca de 40 funcionários da empresa de pescado. No município, 35 pessoas foram atendidas e 18 encaminhadas ao Pronto-Socorro do Umarizal e do Guamá, em Belém, além do hospital metropolitano, em Ananindeua. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as causas do vazamento, e transferiu o caso para a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), que aguarda laudo do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.
O capitão do Corpo de Bombeiros, Arthur Vieira, explicou que o gás amônia é utilizado em refrigeração de frigoríficos. Quando entra em contato com a laringe e faringe, se transforma em ácido clorídrico e causa sangramento pela boca. “Além das lesões internas, o contato do gás com a pele pode provocar queimaduras de até terceiro grau nos casos mais graves”, ressalta o Capitão.
Segundo o pneumologista Carlos Albério, na substância existe uma combinação de hidrogênio e nitrogênio que é altamente tóxica ao organismo, que pode resultar em lesão séria nos pulmões, onde acontece um acúmulo de líquido. “Há uma inflamação intensa neles”, esclarece. Albério lembra que no momento da inalação, o indivíduo tem tontura e dor de cabeça, pois isso acontece quando se entra em contato com qualquer substância tóxica. “O procedimento médico é colocar o oxigênio na pessoa. Já nos casos mais graves, fazemos o tratamento com corticoide e respirador artificial”, complementa o pneumologista.
O grupo Ecomar informou, através de nota, que todos os funcionários que estavam em observação médica foram liberados ainda na noite de terça-feira (26). A causa do incidente já foi identificada: uma fissura em uma das roscas de alumínio que ligam as tubulações de ferro provocou o vazamento.
A Ecomar afirma ainda que a amônia não se espalhou para outras áreas da empresa e comunidade.
(Diário do Pará)
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