O preço do pescado nos mercados municipais de Belém continua alto. É o que diz a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada ontem. “O elevado preço é por conta do período de proibição de pesca de algumas espécies, que começa em dezembro e vai até março. Com a época de chuvas, o pescado também fica mais escasso”, explica a diretora de desenvolvimento de pesca, da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq), Jossandra Pinheiro.
A assistente social Regina Ferraz afirma que nas feiras e mercados é possível encontrar valores mais baratos. Porém, ressalta que, de fato, os preços estão subindo abusivamente, principalmente com a proximidade da Semana Santa. “Não há como fugir disso. Como sempre passo o feriado em Mosqueiro, compro o peixe por lá mesmo. Além de ser mais barato, o peixe é bem fresco”.
A publicitária Goreti Xavier diz que sempre espera a “Feira do Peixe Vivo” para conseguir o pescado da Semana Santa a um valor mais baixo. “A gente poderia consumir o peixe no dia a dia, pois o alimento faz bem à saúde, mas o preço dele está muito caro e quem sofre é a população”, opina Goreti.
ACORDO
Foi firmado um acordo entre a Sepaq e o Sindicato das Indústrias de Pesca para controlar o preço e a qualidade do produto. “Também garantimos que não faltará pescado na Semana Santa”, garante Jossandra. Seis espécies terão valores padronizados: bagre (R$ 3,90); piramutaba (R$ 4,10); as pescadas gó e branca (R$ 5,60); corvina e dourada (R$ 6,60); tambaqui (R$9), além do caranguejo (R$ 1).
(Diário do Pará)
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