Falta de recursos para reformas também resultaram no desabamento do forro do primeiro pavimento do casarão, no bairro da Campina, onde funciona a sede Grupo de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará (Gempac), na última quinta-feira. A estrutura do telhado, que está sendo sustentada apenas por uma viga, ameaça desabar e por fim a história de luta do grupo.
O Gempac funciona no casarão centenário da Padre Prudêncio desde 1997 e foi cedido em forma de comodato pela Santa Casa de Misericórdia do Estado do Pará. A coordenadora geral do Gempac, Lourdes Barreto, contou que a primeira reforma realizada no imóvel foi em 2000, “Foi uma reforma de readequação, antes o prédio era uma boate. A reforma não foi de restauro ou de preservação do imóvel, não tínhamos dinheiro para tanto”.
Há um ano o grupo promoveu uma campanha “Não deixe a luz da esquina se apagar”. A proposta era de revitalizar a entidade, desde reformas estruturais do imóvel ao próprio fortalecimento e sustentabilidade das ações sociais que o grupo realiza.
Mas segundo Leila Barreto, secretaria administrativa, a campanha não chegou a ter uma grande mobilização. “O meu sentimento é de luto. Onde vai parar a nossa memória? Há aqui duas histórias: a história desse prédio que faz parte de Belém e do Gempac que está debaixo desses escombros”. O grupo realiza ações de prevenção ao tráfico humano, doenças sexualmente transmissíveis e Aids e de violência contra mulher.
Jacqueline Silva, administradora do grupo, informa que na próxima segunda-feira (4) a entidade irá procurar o Corpo de Bombeiros para verificar se o laudo já está pronto, “Precisamos do laudo o mais rápido possível porque precisamos saber quais medidas serão tomadas. A qualquer momento o prédio pode vim a desabar, na sexta-feira ainda teve algumas partes do forro que caíram”.
(Diário do Pará)
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