O Shopping Popular da João Alfredo, entre as travessas Padre Eutíquio e Campos Sales, deveria ter sido inaugurado em julho de 2012 pela Secretaria Municipal de Economia (Secon). Porém, no dia da inauguração, os ambulantes que deveriam trabalhar no local realizaram um protesto por conta das condições estruturais do prédio, que foi considerado inadequado pelo Corpo de Bombeiros.
A previsão da Secon é que o shopping seja entregue até o final de junho, com o aval dos bombeiros. Os ambulantes que, na época, foram retirados da João Alfredo, entre a avenida Portugal e travessa Santo Antônio, voltaram a ocupar a rua e não pretendem sair de lá.
O shopping foi adaptado para receber 142 camelôs no térreo e no primeiro andar. No entanto, um abaixo-assinado apresentado pela Comissão dos Trabalhadores do Centro Comercial de Belém está assinado por 266 pessoas que não querem ocupar o imóvel. “Só seis pessoas querem entrar no prédio. Tu achas que se o imóvel fosse seguro, tivesse condições adequadas, fosse bem estruturado, a gente ia querer ficar na rua ao invés de ficar no ar-condicionado?”, afirma o presidente da comissão, Luiz Otávio Brito.
Com infiltrações e rachaduras, os andares superiores do prédio de sete andares permanecem sem destino certo. Os camelôs defendem a criação de barracas padronizadas ao longo da João Alfredo, desobstruindo as calçadas e desocupando a frente das lojas.
A Secon, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), oferecerá capacitação aos trabalhadores que ocuparem o shopping, mas o programa é alvo de crítica. “A Secon tá obrigando o pessoal a fazer o curso porque muita gente tem medo de não trabalhar quando inaugurarem o shopping”, explica Otávio.
CURSO
Segundo o diretor do departamento de comércio e publicidade de vias públicas da Secon, Adonai do Socorro, o curso visa garantir a viabilidade dos negócios e oferecer noções de empreendedorismo aos ambulantes. “Quem não quiser ir para o shopping, vai ser remanejado para as laterais”.
Segundo Adonai, a atual gestão encontrou várias pendências. “Precisamos fazer reavaliações no projeto para se adequar às normas exigidas pelos bombeiros e eles já liberaram o ‘Habite-se’”. Segundo Adonai, o edifício passou por revisão também de técnicos da Secon e Secretaria Municipal de Urbanismo.
(Diário do Pará)
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