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Icoaraci e Mosqueiro possuem maior número de focos

O amontoado de pneus e peças de televisões quebradas na Rodovia do Tapanã deixa claro o enquadramento do bairro no distrito de Belém que possui o maior número de localidades em condição de alto risco para a dengue. Com 17 localidades nesta condição, o Dis

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O amontoado de pneus e peças de televisões quebradas na Rodovia do Tapanã deixa claro o enquadramento do bairro no distrito de Belém que possui o maior número de localidades em condição de alto risco para a dengue. Com 17 localidades nesta condição, o Distrito Administrativo de Icoaraci (Daico) é o que apresentou o maior número de incidência do vetor que causa a doença, ganhando apenas do Distrito Administrativo de Mosqueiro (Damos), com 15 localidades.

De acordo com o chefe do setor de entomologia da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Leôncio Pimentel, grande parte da incidência de larvas do mosquito da dengue encontradas nessas regiões estão em locais de acúmulo de lixo. “Essas localidades estão com índice de infestação de alto risco, mas todas as medidas já foram tomadas. A cada conclusão de levantamento, a gente faz o bloqueio de transmissão”, afirmou ao lembrar que outras 48 localidades de Belém e distritos também foram consideradas de alto risco a partir de dados de janeiro deste ano. “Dentro dos dados estatísticos, a maior parte dos vetores é em recipientes em lixo, entulhos. Em segundo lugar estão os vasos com água e em terceiro em tanques, borracharias, calhas”.

Acostumado a percorrer locais onde ficam acumulados entulhos no bairro do Tapanã, o catador Carlos Alberto já perdeu as contas de quantas vezes se deparou com focos do mosquito da dengue. “De manhã cedo tem muito. Sempre que eu vou pegar uma peça de alumínio ou alguma coisa, vejo que tem muita larva e um monte de carapanã voa”, afirma, ao lembrar que já pegou dengue pelo menos três vezes. “Carapanã aqui não falta. Não temos sossego o dia todo com esses carapanãs”.

Também obrigada a lidar com a grande quantidade de mosquito, a dona de casa Juciléia Bastos optou por capinar o quintal. Preocupada que o filho de apenas três meses contraia a doença, ela tem estratégias próprias para evitar a picada do inseto. “É mosqueteiro, ventilador o tempo todo, colocamos veneno... é muito carapanã”, afirma. “Não tem hora, é o dia todo de carapanã na casa. Eu estava até capinando o quintal pra ver se não deixava acumular água”.

Apesar de ninguém em sua casa já ter contraído dengue, a doença ronda a Rua das Violetas, onde mora, no bairro do Tapanã. “A vizinha ali já pegou até a dengue hemorrágica. Mas ela cuidou, foi para o hospital e ficou boa”, lembrou. “Vira e mexe eu encontro vasilha com aquela larvinha. Toda vez que eu vejo, eu viro logo pra não ficar acumulando água”.

No Distrito Administrativo de Mosqueiro, localidades como Praia Grande, Farol, Chapéu Virado, Murubira, Ariramba e Paraíso também preocupam.

(Diário do Pará)

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