A mãe de uma adolescente de 16 anos que estaria sendo explorada sexualmente em uma boate que funcionava perto dos canteiros de obras da Usina de Belo Monte, próximo a Altamira, será ouvida hoje, em Brasília, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O requerimento para ouvir a mãe da menina foi feito pela relatora da comissão, deputada Liliam Sá (PSD-RJ). Além da mãe da vítima, também amanhã a CPI ouvirá o depoimento da conselheira tutelar de Altamira, Lucenilda Lima, que recebeu a denúncia de que 12 adolescentes, entre eles a menina que fugiu da boate, estariam sendo explorados ali, após terem sido traficados de Santa Catarina para o local.
De acordo com a denúncia, a menina fugiu da boate. A Polícia Federal desbaratou a quadrilha que estaria fazendo tráfico humano com fins de exploração sexual e prendeu o gerente, a mulher dele e o capataz da boate.
As vítimas seriam aliciadas com a promessa de uma renda de R$ 14 mil por semana, mas ao chegarem no Pará eram mantidas em regime de cárcere privado. “Elas ficavam trancadas em quartos sem ventilação, e já chegavam devendo R$ 3 mil da passagem aerea”, contou a conselheira a um portal de notícias da internet.
A CPI também aprovou requerimentos convocando os representantes dos gestores diretamente envolvidos nas ações governamentais para a Copa do Mundo de 2014, além de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, para debater o financiamento das grandes obras do governo federal e os custos sociais gerados por elas, como as violações de direitos de crianças e adolescentes nos locais dessas construções.
(Diário do Pará)
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