plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Maioranas: Tradição familiar de fraude e chantagem

O ódio mais recente por parte dos irmãos Maiorana concentra-se no DIÁRIO DO PARÁ, que informou aos leitores que a campanha movida contra as empresas Freire Mello e o grupo Jereissati não era o que parecia. Longe de representar preocupação legítima com o i

twitter Google News

O ódio mais recente por parte dos irmãos Maiorana concentra-se no DIÁRIO DO PARÁ, que informou aos leitores que a campanha movida contra as empresas Freire Mello e o grupo Jereissati não era o que parecia. Longe de representar preocupação legítima com o interesse público e a defesa do meio ambiente, os ataques sistemáticos aos dois grupos empresariais escondiam uma grande chantagem movida contra a Receita Federal no Pará.

O órgão havia lavrado auto de apreensão de avião a jato adquirido pelos Maiorana em esquema de desvio criminoso, enquadrado nos crimes de contrabando internacional. Flagrados em nova operação criminosa, os irmãos trataram de montar, dentro do mais autêntico figurino mafioso, um processo de chantagem contra a empresa Freire Mello.

Pretendiam, com isso, livrar-se de sanções impostas pela Receita Federal, depois de serem informados que a auditora Cláudia Mello, responsável pelo desfecho do processo fiscal do contrabando, é esposa de um dos sócios diretores da construtora, engenheiro Artur Mello.

A desfaçatez dos Maiorana, traduzida na solerte tramoia chantagista, visando resguardar e proteger uma operação de contrabando, acabou se revelando ao longo de semanas de noticiário mentiroso e leviano contra os grupos empresariais citados. Não importavam os fatos, apenas o mais rasteiro interesse criminoso do clã.

Com o jornalismo de esgoto executado pelo principal veículo do grupo, a intenção era, por via oblíqua, pressionar a funcionária da Receita Federal a liberar o jatinho de luxo, transacionado junto a fornecedores estrangeiros seguindo um script de fraude e sonegação fiscal.

Tal expediente não surpreende a sociedade paraense, já acostumada a iniciativas do mesmo nível, caracterizando o modus operandi dos irmãos Maiorana. A título de defender interesse público, eles, na verdade, estão sempre interessados em aplicar golpes, mutretas e fraudes.

Segundo fontes da Receita Federal, a audácia dos Maiorana chegou a espantar as autoridades federais em Brasília. Ninguém antes havia tentado trapacear e intimidar, de forma tão acintosa, fiscais da instituição. Tal pretensão motivou intensa mobilização por parte de servidores nacionais do Fisco, a fim de sufocar no nascedouro as manobras da família trambiqueira.

Depois de apanhados em plena execução do plano, em face do noticiário do DIÁRIO, que tornou público e desnudou o crime federal, a família Maiorana percebeu que o jornal líder de tiragem e vendas no Pará se tornara o grande empecilho para a consumação do cambalacho.

No passado, quando o chefe ainda era Romulo Maiorana, a família se estruturou e se especializou em métodos de intimidação e ameaças a pessoas que ousavam atrapalhar suas tramas ilícitas. Foram lançadas as bases da organização atual, que em seus momentos de extrema megalomania ousou impor mandonismos sobre toda a sociedade, sem poupar ninguém. Empresários, políticos, magistrados e até governantes foram envolvidos por essa teia negra.

Trambiques, ameaças e chantagens

A tradição familiar inclui também métodos truculentos contra qualquer cidadão que ouse dizer que o rei está nu. Foi o que experimentou, da pior maneira, o jornalista Lúcio Flávio Pinto, atacado covardemente em restaurante da cidade por Ronaldo Maiorana e seus capangas em cena que tornou atual hábitos e costumes do cangaço. Por ter se solidarizado com o jornalista surrado, o então reitor da Universidade Federal do Pará, o conceituado professor e intelectual Alex Fiúza de Mello, passou a ser alvo de perseguição implacável dos veículos de comunicação do grupo.

Os caprichos da família não podem ser frustrados jamais, parece rezar a cartilha seguida pelos irmãos Maiorana. Na falcatrua envolvendo financiamento de dinheiro público da Sudam, para construção de um fantasmagórico hotel flutuante no Amazonas e uma fábrica de tubaína na Região Metropolitana de Belém, os irmãos sentiram de perto os rigores da lei, mas acabaram escapando pela porta da prescrição penal.

Quanto ao dublê de bicheiro e político, com alentado prontuário criminal no jogo do bicho, no estelionato de cheques sem fundo, crime de racismo, formação de quadrilha, chantagem de magistrados e maracutaias diversas – com ênfase para o desvio dos cofres da Assembleia Legislativa da quantia até aqui descoberta de R$ 13 milhões –, até seus amigos mais íntimos sabem que o mesmo cumpre apenas a tarefa de ser “o bate-pau dos Maiorana”.

Rei do contrabando na Amazônia

A conduta arrogante e nociva dos irmãos Maiorana não chega a chocar quem conhece a origem do patrimônio amealhado pela família ao longo dos anos. O ponto de partida foi a atividade marginal desenvolvida por Romulo, o genitor, graças à qual conquistou a justificada fama de maior contrabandista da Amazônia nas décadas de 50 e 60, conforme registra com precisão uma famosa série de reportagens do jornal O Globo sobre os tempos em que o Pará era um paraíso para esse tipo de bandoleiro.

Dentre as práticas recentes, destaca-se o contrato fraudulento celebrado com a Funtelpa (Fundação de Telecomunicações do Pará). Pelo inacreditável acordo, a Funtelpa pagava quase R$ 500 mil mensais para que os Maiorana se locupletassem de seus próprios equipamentos. Algo como o dono de um imóvel pagar ao inquilino pelo aluguel.

No final do ano passado, veio à tona uma jogada ainda mais constrangedora dos irmãos Rominho e Ronaldo. Engendraram a grilagem de uma área de terras pertencente ao Patrimônio da União, em Outeiro, ameaçando de despejo dezenas de famílias humildes. “A ambição é desmedida e insaciável”, definiu o advogado dos trabalhadores desalojados pelos Maiorana.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!