plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Mulheres já são maioria no ensino superior

Os sólidos muros que ainda separam homens e mulheres em vários campos sociais, como mercado de trabalho ou política, estão desmoronando dia a dia. É verdade que muito suor foi derramado para quebrar cada um desses tijolos e, talvez por isso, cada vitória

twitter Google News

Os sólidos muros que ainda separam homens e mulheres em vários campos sociais, como mercado de trabalho ou política, estão desmoronando dia a dia. É verdade que muito suor foi derramado para quebrar cada um desses tijolos e, talvez por isso, cada vitória conquistada deva ser tão comemorada. A educação, em todos os níveis, desde o básico ao superior, é um desses casos em que, gradativamente, os muros foram postos abaixo.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), há aproximadamente meio milhão de mulheres a mais do que homens nos campi do Brasil. Hoje, elas representam 56% das pessoas que ingressam no ensino superior e mais de 60% dos concluintes, mostrando uma taxa de sucesso bem superior a dos homens. E não é somente no ensino superior que as mulheres se sobressaem. No nível de instrução básica, que contempla nove anos ou mais de estudo, elas também são maioria. Atualmente, 39% das mulheres possuem mais de nove anos de estudo, contra 35% dos homens, consolidando uma tendência que vinha ganhando força desde o início do século XX.

Mesmo em cursos onde a presença de homens era antes dominante, como o Direito, essa evidência fica clara. Na turma da estudante Nayara Negrão, dos alunos que concluíram o curso, mais de 70% eram mulheres. “Desde o início do curso as mulheres eram maioria”, afirma a estudante.

Esse exemplo vem referendar uma tendência que modificou totalmente a forma da educação feminina no Brasil. De uma orientação voltada para o lar, passando por uma participação tímida nas escolas, até uma presença significativa em todos os níveis de escolaridade. A trajetória da mulher na educação é significativa e, pelo quadro atual, só tende a crescer. “Todo ano, montamos uma turma de Direito nova. E, todo ano, as mulheres são maioria nela”, explica a coordenadora do curso de Direito da Estácio FAP, Kelly Cerejo.

O problema é que, quando o assunto é mercado de trabalho, o muro volta a se erguer alto e toda essa formação intelectual acaba não se revestindo em ganhos semelhantes. Diante disso, homens e mulheres com igual escolaridade, realizando a mesma função, acabam obtendo rendimentos diferentes. De acordo com a instituição de pesquisas educacionais Fundação Carlos Chagas, analisando pessoas que atingiram 15 anos ou mais de escolarização, cerca de 30% dos homens tinham rendimentos superiores a 10 salários mínimos, mas esse dado cai para 10% entre as mulheres.

“Isso ainda é um grande atraso para nós, pois as mulheres batalham para conseguir estudar, se formar, às vezes, muito mais do que os homens. Pois, ainda está arraigada em nosso imaginário coletivo, a ideia de que a mulher é a principal responsável pelos cuidados com o lar. É daí que surgem as jornadas duplas e triplas para a mulher. É preciso derrubar esse estigma, assim como esse ‘machismo’ que persiste no mercado de trabalho”, defende Kelly Cerejo.

(DOL, com assessoria)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!