Círio de Nazaré, Marujada, Palacete Pinho, Capela Pombo. Estes e outros patrimônios fazem parte da memória coletiva da cidade de Belém. Para falar sobre o assunto, foi realizado o 3º ciclo de palestras ‘Conversa pai d’égua’ pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Este ano, o evento contemplou o tema Educação Patrimonial. Carla Cruz, técnica do Iphan, explica que as palestras começaram em 2012 abordando temas como legislação patrimonial e paisagem cultural. “O intuito das palestras que são realizadas pelo Iphan é permitir a troca de experiência entre pesquisadores e a comunidade. Trazemos especialistas para partilharem as informações e atualizações do que ocorrem no Brasil e no exterior”.
Estavam presentes pesquisadores, professores e membros da comunidade. A palestrante do evento, professora doutora Lygia Segalla, da Universidade Federal Fluminense (UFF), é coordenadora do Laboratório de Educação Patrimonial (LABOEP) e explicou sobre a importância da conservação. “Patrimônio informa a nossa identidade, diz quem somos. São provas de sentimento, emoção e afeto”. Emanuelle Silva, 24 anos, é pesquisadora em arqueologia e diz que as palestras são objeto de estudo. “Com essa troca de informações posso aprender o que a teoria explica, então é importante porque posso vivenciar o que estudo”.
Um dos pontos abordados pela professora Lygia é sobre o sentimento de pertencimento do patrimônio na comunidade. Ela explana que a comunidade precisa se apropriar da história, e não cabe somente à escola essa tarefa. “É um conjunto de situações que envolvem o trabalho educativo, partindo do sentimento de pertencimento. Não fica somente na escola, a família também deve gerar essa conscientização. Isso é um dos grandes desafios das políticas públicas, de grupos de trabalho, que lidam com o patrimônio
cultural”.
A professora de história Nunila Freitas é moradora de um casarão antigo tombado pela prefeitura, localizado na rua Dr. Assis, na Cidade Velha. O casarão foi construido pelos engenheiros da firma Pará Eletric. “A minha casa não é somente minha, ela faz parte da história de Belém. Então, ela também é das pessoas que moram aqui e têm uma história com a cidade”, explica.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar