Apesar da tão comentada crise econômica internacional, o setor mineral continua apresentado bom desempenho no que diz respeito à geração de empregos no Pará. Dados do Ministério do Trabalho, divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelam que o setor tem crescido bem acima da média na região Norte.
Nos últimos 12 meses, as industriais minerais contrataram 8,43% a mais que a média. No geral, o crescimento de vagas com carteira assinada no Norte do país foi de 6,97%. Quase 90% dos postos gerados em toda a região Norte no Setor Extrativo Mineral ficaram no Pará. O estudo divulgado ontem faz parte do Observatório do Trabalho do Estado do Pará – parceria do com a Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (Seter).
O presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), José Fernando Gomes, diz que o bom desempenho do setor nas estatísticas oficiais não chega a ser surpresa. A entidade lança nesta quinta-feira, o segundo Anuário Mineral do Estado e os dados levantados até agora são bastante animadores.
No ano passado, o setor gerou, de acordo com a entidade, 250 mil empregos diretos e indiretos. As perspectivas para os próximos três anos são de que sejam criadas mais 113 mil vagas. “São novos projetos e ampliações de projetos já em andamento”, explica Gomes. As vagas se concentram em setores como geologia, engenharia de minas, operadores de máquinas pesadas.
Gomes afirma, contudo, que pelo caráter multiplicador dos empregos, os investimentos em projetos minerais podem acabar gerando vagas em muitos outros setores. “Há vagas diretamente na indústria mineral, mas também em outras áreas que prestam serviços para essa indústria”, diz, fazendo a ressalva de que, quem deseja conquistar uma dessas colocações deve estar disposto a deixar a capital.
“Não temos operações em Belém. As pessoas devem estar dispostas a ir para o interior, especialmente para os municípios onde está havendo a implantação dos projetos minerais.
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