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Em visita, vereadores constatam problemas no HPSM

Problemas estruturais, falta de equipamento de raio-x, comida de qualidade duvidosa servida aos pacientes, atendimento nos corredores. Estas foram as imagens observadas pelo grupo de vereadores da oposição que visitou a Unidade de Saúde da Terra Firme e o

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Problemas estruturais, falta de equipamento de raio-x, comida de qualidade duvidosa servida aos pacientes, atendimento nos corredores. Estas foram as imagens observadas pelo grupo de vereadores da oposição que visitou a Unidade de Saúde da Terra Firme e o Hospital Pronto-Socorro Municipal Humberto Maradei (HPSM do Guamá).

Na unidade de saúde, os vereadores não tiveram acesso às informações. Já no HPSM do Guamá, receberam denúncias de falta de pessoal, de ambulância e de equipamentos para raio-x e ultrassonografia. “Ficamos sabendo de pacientes com Aids, tuberculose e problemas renais que não conseguiram transferência para hospitais de referência”, disse Moa Moraes (PCdoB).

O prédio do arquivo, que não é digitalizado, por muito tempo foi usado como depósito. “Quando o gerente do HPSM o recebeu, nos informou que encontrou vários medicamentos com validade vencida”, completou o vereador. Moa resumiu a visita da seguinte maneira: “encontramos problemas de estrutura, de pessoal e de medicamentos”. Os problemas, segundo ele, são recorrentes da gestão passada, mas não impede que sejam sanados. “A gente entende que não é da gestão atual, mas o que importa é solucionar”.

DOSSIÊ

Segundo o vereador, o gerente do HPSM do Guamá vai elaborar um dossiê com os principais problemas e encaminhar ao prefeito Zenaldo Coutinho e à Câmara Municipal de Belém (CMB). “Quando ele nos entregar, vamos utilizar as ideias para elaborar um projeto para mudar essa realidade”.

A vereadora Sandra Batista (PCdoB) reclamou da falta de estrutura. “Não há ambulâncias. Se precisarem, eles usam a do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência), que nem sempre está a disposição. Além disso, o aparelho de ultrassonografia está obsoleto e o de raio-x não funciona”. Houve também denúncia de que foi encontrado larvas no leite servido aos pacientes.

Apesar de serem problemas conhecidos, mesmo passados mais de 70 dias de atuação da atual gestão municipal, os problemas mais simples da área da saúde persistem. O decreto de emergência na saúde e a compra de medicamentos e insumos não foram suficientes para contornar a situação. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) não se manifestou até o fechamento desta edição.

Oposição fica insatisfeita com distribuição de comissões

A movimentação na sala da presidência da Câmara Municipal de Belém (CMB) foi intensa na manhã de ontem. Vereadores da oposição, insatisfeitos com a distribuição das comissões, procuraram o presidente da casa, Paulo Queiroz (PSDB), para tentar reordenar os integrantes das comissões. A de Justiça,Legislação e Redação de Leis e a de Economia e Finanças são as mais procuradas entre as 19 existentes.

A disputa por tais comissões é justificada pela visibilidade que o vereador adquire. Segundo Queiroz, a escolha foi feita com base no princípio da proporcionalidade dos partidos e blocos. Contudo, ele reconheceu a insatisfação da oposição. “Tem ocorrido um impasse por parte de alguns vereadores que não aceitaram a formação das comissões, que é de prerrogativa do presidente, mediante indicações partidárias”.

AVISO

Os vereadores foram informados na tarde de terça-feira passada, por meio de comunicado enviado aos gabinetes. Integrantes das chamadas comissões secundárias ficaram descontentes. “Definiram de forma arbitrária”, definiu Moa Moraes (PCdoB). As comissões têm entre três e cinco integrantes e têm validade de dois anos. Escolhido titular da Comissão de Justiça, Legislação e Redação de Leis, Mauro Freitas (PSDC), líder de governo, considerou que as comissões “foram formadas na maior democracia possível”.

Sandra Batista (PCdoB) discordou. “Tá uma confusão política que precisa ser acertada”, disse a vereadora, que formou bloco com o PT. “Mesmo assim fomos subestimados. Vamos fazer valer a proporcionalidade e o peso que temos na bancada”. A opinião é compartilhada por Igor Normando (PHL). “Não conseguimos emplacar representante na comissão de justiça”. O presidente da CMB afirmou que vai ouvir os vereadores.

(Diário do Pará)

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