O empresário Carlos Fernandes Xavier foi reeleito ontem, por unanimidade, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). Ele encabeçou chapa única que acabou eleita por 106 votos. O colegiado apto a votar, conforme revelou no início da noite a assessoria da Faepa, era composto de 119 eleitores – entre presidentes ou delegados representantes dos sindicatos de produtores rurais do Pará. Desse universo, deixaram de comparecer os representantes de 13 municípios paraenses.
O processo eleitoral transcorreu durante todo o dia, enquanto na sede da federação os convidados e as lideranças do agronegócio procedentes do interior participavam, no auditório do próprio Palácio da Agricultura, de um ciclo de palestras sobre temas variados, todos de grande interesse para o setor. Entre os assuntos abordados pelos palestrantes figuraram empreendedorismo, tecnologia no campo, meio ambiente, crédito financeiro, força sindical e perspectivas para a expansão da pecuária leiteira no Estado.
Fora dos microfones, dois assuntos dominaram praticamente todas as rodas de discussão. Um, as formidáveis potencialidades que o Pará oferece para a agricultura e a pecuária. Outro, em contraponto, as crescentes dificuldades enfrentadas pelos investidores no campo.
Recentemente, os Ministérios Públicos Federal e Estadual emitiram recomendação conjunta ao secretário de Estado de Meio Ambiente acerca do cumprimento da legislação ambiental relacionada à fiscalização das empresas produtoras de óleo de palma no nordeste paraense.
De acordo com o secretário de Agricultura do Estado, Hildegardo Nunes, para um total de terras já alteradas estimado em cerca de 27 milhões de hectares, o Pará tem apenas 150 mil tomados pela cultura do dendê e insignificantes 2 mil hectares de arroz.
O empresário e deputado federal Paulo Cesar Quartiero, antigo líder dos arrozeiros de Roraima e hoje responsável pelo projeto de arroz irrigado do Marajó, fala com entusiasmo do potencial agropecuário do Pará e da capacidade de transformação econômica e social da agricultura, mas lamenta o que considera um clima hostil hoje existente no Estado a desestimular os investimentos no campo. “Em países como França e Estados Unidos, os produtores rurais são respeitados e chegam a receber, dos governos e da sociedade, um tratamento quase reverencial”, disse.
(Diário do Pará)
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