Obstetras e enfermeiros lotados no Hospital Materno Infantil (HMI) de Marabá deram um ultimato à Secretaria Municipal de Saúde para atender algumas demandas dos profissionais.
Um documento relatando a falta de condições de trabalho e péssimas condições de estrutura do hospital foi entregue ontem ao titular da pasta de saúde de Marabá, Nagib Mutran. Os profissionais deram um prazo de dois meses para que as reivindicações fossem atendidas. Do contrário, assinarão a demissão coletiva.
O secretário Nagib Mutran disse não acreditar que a demissão em massa aconteça, mas garantiu que a Secretaria tomará as medidas necessárias para que a população não seja prejudicada.
Em uma reunião na tarde de quinta-feira (13), na sede do Conselho Municipal de Saúde no bairro Novo Horizonte, foram debatidas essas e outras questões envolvendo o setor de saúde do município. A informação foi repassada ontem pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde em Marabá, Demerval Bentes.
Acessibilidade é problema em Marabá
Representantes da Associação de Pessoas com Necessidades Especiais (Uniforças), que representa pelo menos 120 pessoas, procuraram os vereadores de Marabá na manhã dessa quarta-feira (13) para denunciar o descaso com eles.
As principais reclamações dizem respeito ao direito de ir e vir. ”As calçadas estão ocupadas por material de comércio e impedem o acesso dos cadeirantes; e também quanto ao transporte coletivo, pois o equipamento adaptado que permite o acesso dos cadeirantes está com defeito em muitos dos 35 ônibus adaptados de Marabá”, denunciam.
Um dos denunciantes é o vice-presidente da Uniforças, Luiz Claudio Cordeiro Chaves, o “Cacá”. Segundo ele, “muitos elevadores estão travando na hora de descer e, ao mesmo tempo, muitos motoristas não estão devidamente treinados para manusear o equipamento”.
Convocado a prestar esclarecimentos na Câmara Municipal, Rogério Matias da Silva, coordenador de Transportes do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU), ficou de repassar a reclamação para as empresas. “Esses carros são novos, por isso imaginamos que deve ser algum problema técnico que deve ser facilmente resolvido”, aposta Rogério.
Em relação à ocupação das calçadas por parte de muitos comerciantes, Rogério explica que um trabalho de conscientização e desocupação das vias públicas está sendo feito com o uso do Código de Posturas do Município.
(Diário do Pará)
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