O Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Estado do Pará (Sindpol/Pa) declarou hoje (16) que é contra a determinação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) de que a Polícia Militar registre ocorrências.
Segundo o presidente do Sindpol, Rubens Teixeira, o registro de ocorrências por policiais militares caracteriza desvio de função e não atenderá às necessidades da sociedade em relação ao atendimento policial, já que isso prejudicará o policiamento ostensivo realizado pela PM. Teixeira informou que as providências jurídicas contra essa ação da Segup serão tomadas pela Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar.
"O correto é que o governo realize concursos públicos de dois em dois anos para suprir e necessidade de policiais, delegados e escrivões, e não tentar remediar a falta de policiais dessa forma", diz Teixeira.
O Sindicato também questiona a determinação da Segup de que Investigadores da Polícia Civil respondam por transgressão disciplinar, caso não realizem o registro de ocorrência. "Isso é função do escrivão e não do investigador, como é estabelecido pela legislação", ressalta Teixeira.
GREVE
A categoria de funcionários da Polícia Civil permanece em estado de greve, após indicativo aprovado no dia 1º de março. Na próxima terça-feira (19), o Sindicato realiza uma manifestação em frente à Secretaria de Estado de Administração (Sead) para cobrar as reivindicações da pauta. A categoria pode grevar caso as negociações não avancem. A principal reivindicação dos policiais é a incorporação ao salário do abono de remuneração.
(Jones Santos/DOL)
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