“A participação do artesanato do Pará no Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,5%, mas ainda é pouco perto do potencial cultural que o Estado representa.” É o que afirmou o titular da Secretaria de Trabalho Emprego e Renda (Seter), Celso Sabino durante a abertura da Feira do Artesanato Mundial (FAM), realizada no último sábado (16) no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento vai até o dia 24.
A edição da FAM, que é realizada normalmente no segundo semestre, é uma homenagem ao dia do artesão, comemorado amanhã, e incorpora a Feira do Artesanato Estadual, totalizando mais de 60 estandes, que representam 20 países, 13 estados brasileiros e 23 municípios paraenses. Segundo a assessoria de comunicação da Seter, a feira reúne 300 artesãos do Pará, Brasil e do mundo.
Para a comerciante do estande árabe, Mônica Haffar, a feira é uma ótima oportunidade de realizar bons negócios. “O público paraense aceita muito bem nossos produtos, apesar de ser um artesanato de uma cultura diferente”.
ECONOMIA
O coordenador da FAM, Charlton Gallisa destaca os número obtidos através da comercialização do artesanato. “De acordo com os dados do Ministério da Indústria e Comércio são gerados mais de 30 bilhões de negócios por ano no Brasil, são mais de 8,5 milhões de brasileiros que dependem do artesanato”.
O representante de Oeiras do Pará, o artesão Alexandre Pauleny, participa pelo segundo ano e conta que começou a ver a produção do artesanato de forma mais profissional e destaca que foi a oportunidade para expandir seus negócios. “Virei empreendedor individual, hoje estou no São José Liberto. Para expor os produtos e contratei dois jovens para me ajudar na confecção dos instrumentos”.
Os produtos expostos proporcionam um passeio aos costumes, sabores e aromas de lugares como Índia, África, Gramado, Abaetetuba, Minas Gerais. Contudo, para a professora Hermelindia Alves, 48, os preços de alguns artigos estão um pouco salgados. “Esse é o segundo ano que visito a feira e pelo que já vi os preços estão um pouco caros em relação ao ano passado”.
Para a técnica de enfermagem, Elizabete Benuncio, 33, a intenção é pesquisar antes de comprar. “É a primeira vez que eu venho então vou primeiro dar uma pesquisada antes de comprar”.
(Diário do Pará, com Agência Pará)
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