O ato contra a nomeação do pastor Marco Feliciano (PSC) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, realizado na manhã de ontem, em frente ao Theatro da Paz, foi tímido. Poucas pessoas participaram da manifestação. No entanto, aproveitando a presença da população à Praça da República, os manifestantes fizeram uso de carro som para informar os presentes quanto aos pronunciamentos racistas e homofóbicos do deputado.
Apesar da mobilização nas redes sociais, em Belém, a movimentação que foi realizada em várias capitais no final de semana, foi pequena. “O importante não é o número de pessoas que vieram participar, mas as que estão aqui e que podem nos ouvir”, observa a analista internacional Mariana Farnesi.
Segundo ela, a manifestação apartidária e pacífica é a resposta da sociedade civil e dos movimentos sociais à atual presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. “Viemos mostrar a nossa indignação”. Ela ressalta que o ato extrapolou as barreiras nacionais. “Também houve manifestações nos Estados Unidos, França, Espanha e Portugal”, conta.
MOBILIZAÇÃO
Nacionalmente, a mobilização contra a nomeação de Marco Feliciano foi realizada no sábado (16). “Mas nós adaptamos à realidade de Belém e fizemos no domingo, por ser um dia que atrai mais gente até a praça”, explica.
Segundo a militante, Feliciano não representa as minorias, como indígenas, negros, mulheres e a comunidade LGBT. Farnesi comemora o abraço da sociedade à causa. “Todos estão envolvidos”. Para a aposentada Socorro Silva, 72 anos, a mobilização é bastante válida. “Todos têm o livre arbítrio da opinião. Uma pessoa como ele (Feliciano) não poderia nem estar neste cargo ou exercer função pública”.
(Diário do Pará)
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