O projeto de Cleber Rabelo (PSTU) que visa a redução dos salários do prefeito, vice-prefeita, secretários e vereadores de Belém foi discutido na sessão de ontem. Iran Moraes (PT) sugeriu que fosse criado o projeto de lei do “até”, estipulando até quanto um vereador pode ganhar. “Quem quiser diminuir diminui. Assim o vereador abre mão daquilo que acha que deveria”, argumentou.
Já Miguel Rodrigues (PRB) alegou usar o salário para manter projetos sociais e arcar com as despesas do mandato. O autor do projeto ouviu de vereadores mais antigos que o texto que propôs era reflexo da inexperiência. “Dizer que salário de vereador de Belém é alto é falta de experiência e vivência de parlamento”, alfinetou Pio Netto (PTB).
Vereadores da oposição também se manifestaram contrários ao projeto de redução de salários. “A ordem está invertida. Deviam começar por Brasília, pelo Poder Executivo e Congresso Nacional para depois chegar à CMB”, justificou Meg Barros (PSol).
O projeto de lei pretende fixar a remuneração mensal dos vereadores em oito salários mínimos, o equivalente a R$ 5.424,00 – quase 1/3 dos atuais R$ 15.031,76 mensais. A matéria também prevê a extinção do ticket-alimentação no valor de R$ 14 mil.
(Diário do Pará)
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