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Dois lava-jatos clandestinos são fechados em Belém

Dois lava-jatos clandestinos foram fechados nesta quinta-feira (22), durante uma operação da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), que cumpriu novas determinações de interdição de estabelecimentos. A ação mobilizou a Divisão de Investigações e Operaç

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Dois lava-jatos clandestinos foram fechados nesta quinta-feira (22), durante uma operação da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), que cumpriu novas determinações de interdição de estabelecimentos. A ação mobilizou a Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), do Instituto Médico Legal (IML) e funcionários da ServiPrev, empresa terceirizada que presta serviços à Cosanpa.

O primeiro lava-jato a ser fechado funcionava há seis anos na rua Boaventura da Silva, entre a travessa Castelo Branco e a avenida José Bonifácio. O local já havia sido denunciado inúmeras vezes pela vizinhança. Além de não possuir nenhum registro junto à Cosanpa, o lava-jato utilizava uma ligação clandestina para a lavagem dos veículos, feita diretamente na rede de distribuição de água.

Um dos responsáveis pelo estabelecimento, Flávio Oliveira, que se identificou espontaneamente, mas disse que o proprietário do espaço era outra pessoa, que não se encontrava naquele momento. Os dois foram intimados pela Dioe a comparecer à delegacia para prestar esclarecimento dos fatos e responderão pelo crime de furto de água. Todo o procedimento de desligamento do ramal clandestino e interdição do lava-jato foi acompanhado pelo perito criminal do IML, Rosivaldo Cantuária, cujo laudo será utilizado como peça para o inquérito policial.

Will Matos, representante da ServiPrev, explicou que esse tipo e ligação clandestina é muito comum. Esse ramal deve ter um metro e meio de profundidade, e é simples de se fazer. Qualquer pessoa compra os componentes e fazer a ligação, basta entender o mínimo de hidráulica. Esse é só um dos muitos tipos de desvio de água que detectamos, o que atrapalha bastante o trabalho da Companhia”.

O segundo lava-jato, localizado na Rua Domingos Marreiros, entre as travessas Alcindo Cacela e Nove de Janeiro, estava com a matrícula suprimida, isto é, constava como uma conta “sem uso” para a Cosanpa. No entanto, ela foi religada ilegalmente. O responsável, Rodolfo Faro, informou que o espaço utilizado é alugado e que as taxas de IPTU e da água já vem embutidas no valor do aluguel. Segundo ele, o estabelecimento utiliza a água de um poço artesiano.

Segundo o gestor Marco Antônio Paradela (Unisul/Cosanpa), esclarece, no entanto, que costuma ocorrer um equívoco comum entre o que vem a ser um poço artesiano e o que, na realidade, é um poço freático. "Poços artesianos são aqueles que possuem mais de cem metros de profundidade, como os que a Cosanpa perfura para tratamento e distribuição. Já os poços freáticos são aqueles que são perfurados para o uso em residências, que têm em torno de dez a trinta metros, pois utilizam água dos lençóis freáticos, que por sinal, são mais passíveis de contaminação. Por essa razão são os mais indicados para utilização principalmente dos lava-jatos".

Além de incorrerem no furto de água, os lava-jatos clandestinos, em sua maioria, ocupam as vias públicas, atrapalhando o trânsito e prejudicando o fornecimento de águas nas redondezas pelo volume utilizado no serviço de limpeza dos veículos.

(DOL, com informações da Agência Pará)

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