Nesta sexta-feira, dia 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água, uma importante data para discutir sua relevância na vida do homem e os cuidados necessários para sua preservação. Em Belém, o momento serve como um alerta, ja que está localizada na maior bacia hidrográfica do mundo; abundância que não chega à casa da população. A falta de água tratada nas torneiras dos beleneses é um fator que preocupa.
Uma pesquisa feita pelo Instituto Trata Brasil mostrou que Belém é um dos municípios com menos acesso a saneamento básico no Brasil. O estudo analisou as 100 maiores cidades do país e as classificou em um ranking de investimentos e insfraestrutura na área do saneamento básico. De acordo com o último levantamento, divulgado em agosto de 2012, das 100 cidades analisadas, Belém ocupa a 95° posição. Apenas 81% dos moradores têm acesso à água tratada e pouco mais de 6% tem acesso à rede de esgoto; somente 11% usufruem de esgoto tratado.
A água se consumida com as propriedades adequadas e associada à dieta alimentar correta, além de hidratar, o líquido ajuda a combater radicais livres, devido a propriedades antioxidantes. “Por dia, entre suor, respiração, urina e fezes, perdemos em média 2,3 litros de água. Portanto, para manter o mesmo grau de hidratação do organismo é necessário o consumo desta mesma quantidade de água”, explica o especialista em nutroendocrinologia funcional, André Eluan.
O crescimento desordenado das cidades pode ser um fator que tem implicado numa mudança de comportamento das populações, no que refere à água potável. Há pouco mais de 20 anos, após a Conferência das Nações Unidas sobre Água e Meio Ambiente, o recurso passou a ser considerado uma commodity, assim como a madeira e o petróleo. A partir de então, a desconfiança sobre a procedência da água que chega às torneiras e o aumento da urbanização perto dos rios e mananciais e o despejo de dejetos nos recursos hídricos fizeram com que muitas famílias brasileiras optassem pelo consumo de águaengarrafada.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abicam), o Brasil é o quarto maior consumidor de água mineral do mundo, ficando atrás dos Estados Unidos, México e China. Os últimos levantamentos, realizados em 2011, indicam que foram consumidos no país cerca de nove bilhões de litros. O estudo também apontou que a demanda brasileira pela água engarrafada aumenta 7% ao ano, injetando cerca de R$ 2,1 bilhões no mercado deste segmento.
Mas, a água engarrafada não é sinônimo de qualidade. De acordo com a portaria n° 2.914, de 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde, o nível do Potencial Hidrogeniônico (pH) deve ser de 6,0 a 9,5. Águas com índices abaixo destas marcas são consideradas ácidas, ou seja, impróprias para o consumo. Segundo o especialista em nutroendocrinologia funcional, “o pH da água é muito importante. Quanto mais elevado o pH, mais alcalino o produto é; quanto mais baixo o pH, mais ácido. Águas com pH ácido prejudicam o organismo e a grande maioria das águas comercializadas tem pH ácido (entre 4 e 6) e você pode constatar isso nos rótulos de todas as marcas disponíveis no mercado” alerta.
(DOL, com informações de assessoria)
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