O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pediu, no último dia 21, para que fosse reforçada a segurança nas obras e serviços realizados no âmbito do ministério no Pará, pelas Tropas da Força Nacional de Segurança Pública. Os militares ficarão até 90 dias nas regiões das obras, mas esse prazo poderá ser estendido, se necessário. O Ministério da Justiça destaca a portaria publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial.
Segundo a portaria, o emprego do efetivo da Força Nacional no Pará tem o objetivo de "garantir incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades atinentes ao Ministério de Minas e Energia".
No Estado do Pará, está sendo construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, na cidade de Altamira. A usina teve suas obras civis iniciadas em 2011, sob a gestão da Norte Energia, consórcio vencedor da licitação. Belo Monte tem sido recorrentemente alvo de manifestações e protestos de movimentos sociais, indígenas e moradores locais. Em muitas ocasiões, há invasões de canteiros e interrupção das obras.
No mais recente caso, que ocorreu na semana passada, ribeirinhos e indígenas ocuparam o canteiro de obras de Pimental, um do quatro de Belo Monte. Eles denunciaram as condições da comunidade de Jericoá, que já não consegue pescar; a falta de cumprimento da Norte Energia com os acordos assinados com as comunidades indígenas; e a indefinição sobre a situação fundiária; e fornecimento de energia.
A empresa afirmou que os indígenas ribeirinhos e das aldeias Muratu e Paquiçamba apresentaram reivindicações que já vêm sendo analisadas pela Norte Energia desde o início do ano. Os manifestantes já desocuparam o canteiro de obras.
(DOL, com informações da Agência Estado)
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