Para os cristãos, amanhã (28) é a Quinta-Feira Santa, início de celebrações religiosas que culminam no dia 31, domingo de Páscoa. O período quase coincidiu com a celebração da Pessach, a Páscoa judaica, que começou na segunda-feira (25) e vai até o dia 2 de abril.
Pessach, em hebraico, significa passagem. Para os judeus, a Páscoa representa a travessia pelo mar Vermelho, quando o povo liderado por Moisés passou da escravidão do Egito para a liberdade na Terra Prometida. “Para os cristãos, a Páscoa tem um sentido mais metafísico. Representa a passagem de Cristo pela morte”, afirma a professora universitária Carina Bemerguy, referindo-se à tradição de que Jesus teria ressuscitado no terceiro dia após a crucificação.
As comemorações começaram na casa de Carina desde o início da semana. Para os jantares, ela não deixa de realizar algumas tradições da Páscoa judaica.
Os cuidados começam nos talheres, que devem ser todos esterilizados. À mesa, não pode haver nada que seja fermentado e os alimentos devem lembrar o êxodo do povo judeu. Não pode faltar também a água com sal, ovo, pescoço de galinha e uma sobremesa que mistura tâmara, canela, trigo, cravo, maçã e vinho tinto.
“Nas duas primeiras noites o jantar tem todo um ritual especial. Ele tem muita simbologia. É quando reunimos toda a família e passamos as tradições para os mais novos”, explica.
Para ela, tanto a páscoa judaica quanto a páscoa católica “podem servir como confraternização entre os povos, de uma aceitação entre as diferenças e um exemplo para o resto da humanidade”, conclui.
(Antonio Santos/DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar