Os consumidores de Belém têm hoje mais uma chance de aproveitar os preços baixos na Feira do Peixe Pra Valer, promovida pela Secretaria de Pesca e Aquicultura (Sepaq) em parceria com as Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa).
A expectativa é que hoje passem pela Ceasa cerca de duas mil pessoas, segundo o gerente de mercado Sidney Oliveira: “A Ceasa tem esse diferencial por causa do horário. É a única das feiras que fica durante a madrugada”. Na Central, a venda começa às 3h e está prevista para terminar as 10h, podendo se prolongar caso ainda haja peixe para ser vendido.
A Feira do Peixe Pra Valer está acontecendo em 50 pontos de venda em todo o Estado, sendo 13 em Belém e o restante em 37 municípios. O objetivo é vender várias espécies de pescado com preços no mínimo 10% mais baratos que no mercado. Ao todo, serão disponibilizadas para a população mais de 372 toneladas de pescado. A Sepaq estima que pelo menos 74 mil famílias serão beneficiadas com a ação.
A representante da Sepaq na Ceasa, Tatiana Paula, explica que os atrativos são diversos. “Normalmente pontos como o Centur, Entroncamento e Guamá também lotam. Lá a Feira começa a partir das 8h e segue até quando tiver peixe. Em alguns pontos haverá venda de ostras e peixe vivo, também muito procurado”, ressalta.
O consumidor Sandro Saraiva foi até a Ceasa e saiu com uma sacola de bacalhau. “Fiquei sabendo da Feira e vim, porque o preço sempre está mais em conta do que nos supermercados. Vale a pena acordar um pouquinho mais cedo e garantir pescado barato, em especial nessas datas festivas”, conclui.
Para Sidney Oliveira, o consumidor que vai até a Ceasa pode aproveitar mais algumas vantagens. “Quem vem e compra o peixe já pode passar ali na Feira e comprar as hortaliças para complementar o almoço. E aqui o preço é melhor, pois vem direto dos produtores”, conta.
Para levar tudo o que precisa para o almoço da Semana Santa, o consumidor também terá uma variedade de produtos regionais a preço de varejo, como a pimenta, tucupi, cheiro verde, salsa, dentre outros, todos oriundos da agricultura familiar.
A Ceasa está ofertando cerca de três toneladas de peixes dos tipos: Tambaqui, Tambacu, Tabatinga e Piratininga, com o preço máximo de nove R$ 9 o quilo. Também foi fechada uma parceria com um forte atacadista de pescado, que vai disponibilizar outros tipos de peixes e mariscos a preço de varejo.
O casal Patrícia Brito e Alan Scerni foi até a Feira para garantir o peixe da Semana Santa. “O camarão tá com um preço bom e a pescada também, valeu a pena essa compra”, comenta Patrícia. O quilo do camarão rosa pode ser adquirido na Feira por R$ 25, o seco descascado sai a R$ 35 o quilo, já o quilo do seco com casca é R$ 23.
Produtos estão mais caros este ano
Cumprir a tradição da Páscoa vai atingir mais o bolso do paraense. É que desde os ovos de páscoa até o pescado, todos os itens da alimentação estão mais caros, segundo pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O Balanço sobre a trajetória de preço do pescado do mês de março de 2013 mostrou aumentos de preços na maioria dos tipos de pescados comercializados na RMB. Assim, o peixe que chegará à mesa dos paraenses ainda esta bem mais salgado se comparado ao da Semana Santa do ano passado (2012).
Para se ter uma ideia, somente nestes três primeiros meses de 2013, a grande maioria do pescado pesquisado teve crescimento de preços com reajustes bem acima da inflação estimada para o mesmo período em torno de 2%. Alguns tiveram reajustes acumulados superiores a 10%, tanto em Mercados Municipais como em Supermercados da Grande Belém.
Os dados mostram que nos mercados municipais os chamados “peixes nobres” como Filhote e a Pescada Amarela, estão sendo comercializados com preços que variam entre R$ 15,00 e R$ 25,00 o quilo; portanto bem mais caro que um kg de carne de primeira que custa hoje em média na Grande Belém R$ 14,43.
Somente o camarão rosa e o caranguejo apresentam recuos de preços no período analisado. O Camarão rosa que está custando em média R$ 56,68 o kg apresentou uma queda em relação a Semana Santa do ano passado de 2,09%. Já o Camarão regional está custando em média R$ 24,76 o kg e teve reajuste de preço no mesmo período de 9,95%.
Nos supermercados, o filé da Pescada Amarela apresentou alta de preço de 22,90%; a Pescada Amarela (inteira) foi reajustada em 25,86% e a Gurijuba subiu 6,78%; já o filé de Filhote apresentou um pequeno recuo de 2,38%. O Peru também apresentou recuo de preço com queda de 17,83% e o Chester com queda de 3,54%, já o Bacalhau, tradicional prato para alguns nesta época, também está mais caro e os reajustes variaram pelo tipo do produto comercializado, o Saith, por exemplo, está custando em média R$ 26,93 (com os preços variando entre 23,80 a R$ 28,78), somando um reajuste de 6,61%. O Bacalhau do Porto também esta mais caro, está sendo comercializado em média a R$ 47,34 (com os preços variando entre R$ 44,39 a R$ 61,20).
Uma alternativa tanto nos Supermercados, como nas Feiras livres é o Frango, que mesmo com reajuste de 22,53% ainda é dos produtos básicos uma das opções mais baratas. O kg do Frango resfriado custa hoje em média nos Supermercados da Grande Belém R$ 5,82 e o Frango congelado tem seu preço médio variando em torno de R$ 4,69 a até R$ 4,79.
(Diário do Pará)
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