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Última ceia é lembrada em cerimônia do lava-pés

A Catedral Metropolitana de Belém ficou lotada de fiéis, na noite de ontem, durante a Missa da Ceia do Senhor, celebrada pelo arcebispo metropolitano, Dom Alberto Taveira, às 18h.  Ontem foi lembrada a última ceia com a cerimônia do lava-pés e a adoração

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A Catedral Metropolitana de Belém ficou lotada de fiéis, na noite de ontem, durante a Missa da Ceia do Senhor, celebrada pelo arcebispo metropolitano, Dom Alberto Taveira, às 18h.

Ontem foi lembrada a última ceia com a cerimônia do lava-pés e a adoração ao Santíssimo Sacramento. Hoje se realiza a Páscoa da Cruz e de sábado para domingo a Páscoa da Ressurreição. São três dias celebrados como um dia só de festa.

Durante a cerimônia do lava-pés, realizada logo após a homilia, Dom Alberto Taveira lavou, enxugou e beijou os pés de 12 pessoas que representaram os discípulos, repetindo o gesto que Jesus Cristo fez durante a última ceia para mostrar que todos devemos ser humildes e amar e servir uns aos outros.

“Jesus, na última ceia, instituiu a eucaristia, o sacerdócio e deu um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como eu vos amei e fez o gesto do lava-pés que é a expressão do seu amor e também é um gesto exemplar para que todos os cristãos de todas as gerações aprendam de verdade a ser servidores uns dos outros”, explicou Dom Taveira.

“Celebremos a Páscoa, celebremos a festa com os pães ázimos da sinceridade e da verdade, que seja verdadeira a nossa transformação de vida, a nossa mudança, o nosso desejo de ser expressão de amor”, afirmou o arcebispo.

DISCÍPULOS

Os 12 discípulos foram representados por pessoas ligadas às pastorais da Paróquia da Catedral, mas também por pessoas do povo, escolhidas pouco antes do início da missa. Foi o caso do pequeno empresário Orlando Menezes, 61. “Foi uma emoção muito grande até porque eu fui pego de surpresa e tive que segurar um pouco a emoção”.

O aposentado José Ramos, 86, irmão do ex-arcebispo de Belém, Dom Alberto Ramos, disse que “foi uma honra participar dessa cerimônia que é uma das cerimônias mais importantes da nossa igreja, que mostra o exemplo de humildade do Senhor”.

“Essa acrimônia para nós é muito importante. A liturgia nos leva a viver verdadeiramente tudo aquilo que Jesus passou, renovando a nossa fé, a nossa esperança”, resumiu a aposentada Maria José Alfaia Pereira, 64.

Celebração marcou o início do Tríduo Pascal

Centenas de devotos se concentraram, na manhã de ontem, na Catedral Metropolitana de Belém, para assistir à missa do Crisma e da bênção dos óleos, presidida pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira. A celebração marcou o início do Tríduo Pascal, celebrada pela igreja a partir desta Sexta-Feira da Paixão, seguindo com o Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa. Segundo Dom Taveira, o Tríduo Pascal é uma época de vida nova. “Esse período é, para todos os cristãos que vivem de acordo com os mandamentos de Deus, uma época de liberdade e sinceridade”.

O óleo abençoado na missa do Crisma será usado ao longo do ano por todas as igrejas de Belém. “Esses óleos são sinais da unidade da Igreja. Na Bíblia, o óleo, a unção, é sinal da ação do Espírito Santo”, explicou o arcebispo.

A aposentada Edila Cardoso vai todos os anos à missa do Crisma. “É a abertura da Semana Santa, quando eu me recolho em oração na minha casa. Como todo bom católico, eu respeito a semana e o que ela significa”.

Durante a celebração também foi comemorado o Dia da Instituição do Sacerdócio, quando os seminaristas renovaram seus votos. Dom Taveira convidou os cristãos a participarem do Sermão das Sete Palavras, em lembrança às três horas de agonia. “É um momento importante em que são faladas as sete palavras pronunciadas por Jesus na cruz. O sermão dura três horas e os fiéis não arredam o pé”.

O Sermão das Sete Palavras será celebrado este ano pelo frei Eduardo Farias, capuchinho, na capela do Colégio Santo Antônio, na Praça Dom Macêdo Costa a partir das 12h. “É uma verdadeira evangelização, pregação da palavra de Jesus, um momento para os fiéis meditarem sobre as sete palavras, que foram uma espécie de testamento e chega ao coração dos fiéis”, concluiu .

Diversas paróquias que constituem a Arquidiocese de Belém estiveram representadas na missa do Crisma. Maria José Cabral, coordenadora da paróquia de Nossa Senhora das Graças, em Ananindeua, explicou que todos eles passam por uma grande preparação. “Esses quarenta dias são de reflexão e preparação, quando nos organizamos para esses três dias de celebração da ressurreição de Cristo”.

Para o arcebispo, em torno da Páscoa “a devoção popular enriquece com outras manifestações. É o caso das procissões e das celebrações que os fiéis organizam”.

(Diário do Pará)

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