A chuva que caiu na tarde desta sexta-feira (29), na Cidade Velha, obrigou o arcebispo Metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, a encurtar o trajeto da procissão do Senhor Morto. Prevista para as 18h, depois de uma ação litúrgica que começou às 16h, a saída do cortejo da Catedral foi antecipada, na tentativa de se evitar o mau tempo, mas isso não foi possível.
A procissão com a imagem do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores deveria seguir pela rua Dr. Assis até a travessa Pedro Albuquerque, mas retornou um pouco antes, pela Alenquer e não fez a tradicional parada na capela de São João, seguindo direto para a Catedral Novamente, onde chegou antes das 18h30.
Além de dom Alberto Taveira, o arcebispo auxiliar, dom Teodoro, também participou do cortejo, junto com o cura da Sé, padre José Gonçalo que ficaram sob a proteção do pálio que cobria a imagem do senhor morto.
BEIJO NA CRUZ
Depois da procissão, com a Catedral lotada, uma longa fila de fiéis se formou para o tradicional beijo na cruz. Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no hoje (Sábado Santo) se venere o crucifixo de joelhos.
“É um momento de reflexão, de pensar em tudo o que a gente fez durante o ano e ver que diante do sofrimento de Cristo é quase nada e que precisamos renovar a nossa fé”, afirmou o administrador Ednaldo Sousa, 36, que esperava paciente a sua vez na fila para beijar a cruz. Para a dona de casa Maria Celeste Conceição, 65, “é o momento de pedir perdão pelas coisas ruins que sem querer a gente fez e pedir forças para se renovar”.
A Sexta-Feira Santa pertence ao Tríduo Pascal, o mais importante período do ano litúrgico para os católicos, quando a Igreja celebra a paixão e morte de Cristo.
(Diário do Pará)
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